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Estado de Minas

'Não vamos fazer a população de Belo Horizonte de débil mental', diz Kalil sobre Aeroporto da Pampulha

Prefeito da capital é favorável à volta da operação de voos de grande porte na Pampulha e afirmou que não entende 'histeria' de quem fez pouco pela cidade


postado em 26/10/2017 17:31 / atualizado em 26/10/2017 17:48

'Temos de ir para a mesa. Não queremos prejudicar Confins, mas BH é a única capital do país que não tem um aeroporto', disse Kalil(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
'Temos de ir para a mesa. Não queremos prejudicar Confins, mas BH é a única capital do país que não tem um aeroporto', disse Kalil (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse que a população de Belo Horizonte não é “débil mental” para acreditar na falta de segurança com o retorno de aviões de grande porte ao Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha.

Kalil disse ainda que não deseja prejudicar a concessionária que opera o Aeroporto Presidente Tancredo Neves, em Confins, a BH Airport, mas ressaltou que o resgate do antigo terminal é sinônimo de geração de emprego.

“Agora, pelo amor de Deus, não vamos fazer a população de Belo Horizonte de débil mental. Falar em segurança... O avião presidencial desce é lá (na Pampulha). Esses políticos só andam de jatinhos... Descem é lá. Como eles não vão até Confins, porque não podem ir.. Eu que vou, sei (o quanto) é difícil ir”, disse o prefeito, na tarde desta quinta-feira, ao ser questionado por jornalistas da polêmica portaria do governo que avaliza o retorno de grandes aeronaves no Carlos Drummond de Andrade.

Sem listar nomes, Kalil disse ainda que não entende uma histeria de “gente que fez muito pouco por BH”. “Temos de ir para a mesa. Não queremos prejudicar Confins, mas BH é a única capital do país que não tem um aeroporto. Então, em vez desta histeria alucinada que eu não entendi até agora, de gente que fez muito pouco por Belo Horizonte, vamos sentar com calma, vamos ver para fazer a Pampulha funcionar sem atrapalhar a concessionária, empresa privada... Então vamos abrir o aeroporto. A Anac permitiu”.

O prefeito recordou que a história do Carlos Drummond começa na década de 1930, quando a região da Pampulha era pouco habitada. Posteriormente, na década de 1940, o então prefeito Juscelino Kubitschek (1902-1976) apostou no terminal como forma de fomentar a economia na capital.

“Quanto aos moradores, aquilo era um aeródromo desde 1933. Juscelino asfaltou-o em 1943.Tudo que foi construído no entorno, o aeroporto já estava lá. Quem construiu, construiu no entorno do aeroporto. Vamos sentar também (com representantes dos moradores)... Não vai ser um negócio atabalhoado, avacalhado. Vai ser uma coisa legal, Não precisa desta histeria. Foi muito bom para BH. Isso é gerar emprego”, disse Kalil.


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