"Em função da inflação reduzida, ainda há espaço para novas quedas da taxa de juros, o que deverá aumentar a atratividade das aplicações na caderneta de poupança. Isto trará mais recursos ao crédito imobiliário, aquecendo este mercado em 2018", afirmou Romeu Ferraz, em nota distribuída à imprensa.
Entretanto, o presidente do SindusCon-SP observou que um crescimento mais sustentado da indústria da construção dependerá de outras variáveis. Na sua avaliação, os investidores continuam retraídos, de modo que é preciso descolar o desempenho da economia da crise política.
"Isto requer manutenção de maioria parlamentar no Congresso, maior racionalização dos gastos públicos, aprovação da reforma previdenciária e continuidade das concessões e parcerias público-privadas, entre outras medidas", afirmou.
O presidente do sindicato patronal ainda criticou a possibilidade de novos aumentos de impostos, sob a justificativa de que isso poderia elevar a inflação e retardar a queda dos juros. "Uma maior arrecadação precisa vir do crescimento da economia. O aumento da carga tributária vai na contramão deste crescimento porque inibe o consumo e a capacidade de investimento das empresas."
(Circe Bonatelli).