Publicidade

Estado de Minas

Brasileiro teme IPCA de 10%


postado em 23/07/2016 07:00 / atualizado em 23/07/2016 07:53

Brasília – A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 10% em julho, segundo o Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores, divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado é inferior ao dado de junho, que foi de 10,5%. “A queda de 0,5 ponto percentual em julho mostra que a alta de 0,2 ponto porcentual no mês anterior (na passagem de maio para junho) foi apenas um soluço e que a tendência é realmente de queda do indicador”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, em nota oficial.

 

A percepção de alívio na inflação pelos consumidores, ainda de acordo com a pesquisa, reflete a já observada queda da inflação acumulada em 12 meses (8,8% em junho), a repercussão na mídia das estimativas de que a inflação será menor no futuro e o recuo contínuo da inflação de preços administrados, aqueles dos serviços públicos, que somente neste ano já cedeu 8,1 pontos percentuais. Em julho, a maior queda no indicador ocorreu entre os consumidores com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00, que esperam inflação de 9,9%, depois de um recuo de 0,9 ponto porcentual no último mês.

 

A pesquisa da FGV mostra, ainda, que 36,2% dos consumidores esperam inflação superior a 10% nos próximos 12 meses, o menor montante desde setembro de 2015. O intervalo de inflação entre 9% e 10% passou a ser o mais citado pelos entrevistados, o que não ocorria desde novembro de 2015. O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido com base em informações coletadas no âmbito da Sondagem do Consumidor.

 

Produzidos desde setembro de 2005, os dados vinham sendo divulgados de forma acessória às análises sobre a evolução da confiança do consumidor. Desde maio de 2014, as informações passaram a ser anunciadas separadamente. A Sondagem do Consumidor da FGV coleta mensalmente informações de mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do país. Cerca de 75% desses entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade