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Estado de Minas

Consumidor mineiro é eficiente no controle e investimento de recursos

Aplicativo mostra que o mineiro foge do cheque especial, controla melhor o fluxo de caixa e aplica os recursos restantes em investimentos acima da média do país


postado em 06/09/2015 06:00 / atualizado em 06/09/2015 07:39

A empresária Fernanda Fonseca Coelho mudou de hábitos ao aderir à ferramenta disponível para usuários de celulares(foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
A empresária Fernanda Fonseca Coelho mudou de hábitos ao aderir à ferramenta disponível para usuários de celulares (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
Em meio a uma crise econômica, o mineiro se mostra mais atento ao modo de usar o dinheiro. Em comparativo com moradores de outros estados, o consumidor de Minas Gerais dá demonstrações de ter aprendido a lição sobre a aplicação do suado salário. Levantamento feito com base nos usuários do aplicativo para celulares GuiaBolso Controle Financeiro mostra que o mineiro foge do cheque especial, controla melhor o fluxo de caixa e aplica os recursos restantes em investimentos acima da média do país. Em um indicador de saúde financeira criado pelo aplicativo, apenas os moradores do Distrito Federal e do Rio de Janeiro são mais cautelosos.

O aplicativo é uma forma de auxiliar o usuário a organizar receitas e gastos financeiros. Funciona como as tradicionais planilhas. Um detalhe é que todos os dados são lançados automaticamente. Para isso, o usuário fornece dados das contas bancárias – os computadores do aplicativo têm acesso aos dados apenas para leitura, e informações pessoais são todas criptografadas. Todos os gastos são extratificados de acordo com o tipo de consumo (alimentação, habitação, transporte etc.). Segundo o fundador do GuiaBolso, Thiago Alvarez, foi desenvolvido um algoritmo que consegue identificar com o que foi gasto o dinheiro.

Dois meses atrás a empresária Fernanda Fonseca Coelho instalou o software. Depois de tentar outras formas de controlar as finanças, ela testa o aplicativo. De cara, ela diz ter conseguido cortar gastos desnecessários, visualizados somente depois que foram discriminados. A empresária também mudou hábitos que resultavam em custos maiores. “Fazia compras pequenas em padaria. Agora, compro em maiores quantidades em grandes redes para conseguir melhores preços”, afirma Fernanda, ressaltando que antes também não tinha o costume de acessar a conta bancária diariamente para seguir os gastos. Outro benefício foi poder detalhar os gastos pessoais e os da empresa.

A partir dos dados de Fernanda e de outros dos 850 mil clientes da empresa no Brasil, o GuiaBolso estabeleceu três indicadores para medir a saúde financeira dos usuários: resultado do fluxo de caixa, uso do cheque especial e investimento dos recursos. A soma dos três critérios gera um indicador que vai de 0 a 700. No levantamento, amostragem que reflete o perfil da população brasileira, os mineiros receberam 444 pontos, acima da média nacional (405 pontos). Na Região Sudeste, Minas Gerais fica atrás apenas do Rio de Janeiro (453 pontos). Segundo a metodologia, o quadro do estado é febril (entre 406 e 489 pontos), posição regular entre as cinco criadas (saúde exemplar, saudável, febril, doente e UTI). “O mineiro se mostra disciplinado. Não consegue economizar muito, mas o pouco que junta é investido, além de usar pouco o cheque especial”, afirma Alvarez.

RENDA E EDUCAÇÃO

O fundador do aplicativo afirma que a classificação no ranking reflete dois fatores: a situação da renda por estado e a educação financeira. Isso induz o Distrito Federal a liderar o ranking, enquanto a Região Norte é a última colocada da classificação por regiões. “Se a pessoa ganha pouco, é difícil economizar. Se você ganha bem e não junta, não tem educação financeira”, afirma.

Nos três indicadores, os mineiros estão à frente da média nacional. No uso do cheque especial, por exemplo, os clientes de bancos de Minas Gerais tiraram 226 pontos em 234 possíveis, enquanto no país a média foi 203. Isso demonstra que os usuários têm fugido do cheque especial devido às altas taxas de juros. Por vezes, mesmo sem necessidade, a empresária Fernanda Coelho admite ter deixado a conta no vermelho. “Às vezes, entro no cheque especial sem necessidade alguma”, afirma.

No caso de investir parte dos recursos, a nota é bastante inferior. Em Minas, 80. No Brasil, 66. Acima de 70 significa que pelo menos um pequeno valor é poupado, abaixo demonstra haver resgates. É o caso da média nacional. Alvarez afirma que, em meio à crise, muitas famílias podem estar usando investimentos para fechar as contas mensais. No último indicador, fluxo de caixa, os mineiros ficam próximo da média do restante do país – 139 ante 136. Os números do levantamento mostram que os usuários do aplicativo melhoraram em 14% os resultados financeiros em comparativo com os dados anteriores ao uso.


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