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Estado de Minas

Economia encolhe e sinaliza PIB estagnado

Índice do Banco Central mostra queda no desempenho do país de 0,87% em outubro comparado ao mesmo mês do ano passado


postado em 16/12/2014 06:00 / atualizado em 16/12/2014 06:58

Brasília – O Banco Central (BC) enterrou qualquer otimismo quanto à possibilidade de uma retomada do crescimento econômico ainda em 2014 e sinalizou que, na melhor das hipóteses, o Produto Interno Bruto (PIB) ficará estagnado este ano ou terá avanço bem próximo de zero. Dados do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR) sugerem que a economia encolheu 0,26% entre setembro e outubro, na série com ajuste sazonal – que desconsidera eventos específicos de um mês, como o maior número de dias úteis, por exemplo.

Ao considerar apenas o desempenho de outubro deste ano e de igual mês de 2013, a queda foi ainda maior, de 0,87%. Foi a quinta queda consecutiva observada nessa mesma comparação e o sexto resultado negativo no ano. Os números divulgados pelo BC traçam um cenário preocupante. Mesmo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicar que o país finalmente saiu da recessão técnica, após o PIB avançar 0,1% no terceiro trimestre do ano, encerrando um período de duas contrações consecutivas registradas entre janeiro e março e de abril a junho, dados recentes sinalizam que a reação pode ter sido apenas pontual.

Mesmo com a alta no trimestre, de 0,6%, os resultados acumulados ainda desapontam. Nos últimos 12 meses até outubro o IBC-BR registrou avanço de 0,26%. No ano, porém, o indicador tem leve queda de 0,09%. Diante desses números, a economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Marzola Zara, é enfática: caso o IBC-BR permanecesse estável em novembro e dezembro, indicando a estagnação da economia, o desempenho no ano voltaria para terreno negativo, ao cravar queda de 0,1%.

Mercado revisa para baixo a projeção do PIB


O mercado financeiro voltou a cortar a projeção para o crescimento econômico em 2014, o que acontece faz quatro semanas consecutivas. Para os cerca de 100 analistas de bancos e de corretoras ouvidos pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) será de apenas 0,16% este ano. O baixo desempenho também persistirá em 2015, quando a atividade deverá registrar alta de 0,69%. Na semana passada, as apostas eram de um crescimento de 0,18% e de 0,73%, respectivamente.

As duas estimativas são as menores já registradas pelo boletim tanto para este ano quanto para o próximo, e sinalizam que, mesmo diante de seguidos mal resultados na economia no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, para o mercado financeiro, nada indica que o país retomará os trilhos do crescimento mais forte até pelo menos 2016.

Mas, se o avanço da economia ainda não ocorreu, o mesmo não se pode dizer da inflação, que segue distante do centro da meta, de 4,5% desde 2009. A pesquisa Focus indica que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cravará alta de 6,38% no acumulado do ano, em dezembro. Em 2015, com os reajustes já programados nos preços administrados, como a conta de água e luz, além de tarifas de transporte público, a carestia avançaria para 6,5% – o teto da tolerância perseguida pelo BC.


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