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Estado de Minas

Quem desembarca no Brasil a trabalho gasta quatro vezes mais do que visitantes a lazer


postado em 05/09/2014 06:00 / atualizado em 05/09/2014 07:41

Brasília – O Brasil entrou de vez na rota do turismo de negócios, firmando-se entre os 10 países que mais realizam congressos e reuniões internacionais. Na última década, o número desses eventos cresceu cinco vezes: de 62, em 2003, para 315, no ano passado. Pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) reafirma o potencial econômico dos executivos estrangeiros.

Quem desembarca no Brasil a trabalho gasta, em média, quatro vezes mais do que os visitantes a lazer. São, em sua maioria, homens, casados, entre 25 e 44 anos, com nível superior e renda acima de US$ 4 mil (quase R$ 9 mil). Passam em torno de sete dias no país: período em que, quase sempre, ficam hospedados em hotéis e usam táxi para se locomover. A maioria viaja sozinho e nove em cada 10 gostariam de retornar em outras ocasiões.

Somente entre março e agosto deste ano, mesmo com a Copa do Mundo, o Brasil sediou 16 encontros internacionais, com a participação de quase 4 mil estrangeiros, que, juntos, movimentaram cerca de R$ 18,6 milhões. Além do eixo Rio-São Paulo, destacam-se como destino corporativo Foz do Iguaçu, Manaus, Belém e Salvador. De 2003 a 2013, o número de cidades-sede desses eventos pulou de 22 para 54, um aumento de 145% que indica a pulverização do turismo de negócios.

IMAGEM Os gringos têm se sentindo bem no Brasil: 74% dos estrangeiros que vieram ao país nos últimos seis meses para trabalhar ou participar de convenções voltaram para casa com uma imagem positiva, segundo dados da pesquisa da Embratur. Expressivos 92% dos entrevistados elogiaram a receptividade dos brasileiros e quase 65% disseram que o local do evento acabou influenciando positivamente a decisão de encarar a viagem corporativa.

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