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Estado de Minas

Loja on-line da Dafiti tem apagão na entrega e empresa é multada

Compra não chega e número de reclamações no país leva Procons a agir. Em BH, 49 clientes foram lesados


postado em 30/08/2014 06:00 / atualizado em 30/08/2014 06:59

Fenômeno de vendas on-line, já no pódio das 10 maiores empresas de e-commerce do país e com apenas três anos de funcionamento no Brasil, a Dafiti enfrenta uma crise no momento. Em julho, deixou de fazer entregas de mercadoria e teve uma espécie de “apagão” no atendimento ao cliente. O problema levou o Procon de São Paulo a multá-la, em julho, em R$ 344 mil. Em Belo Horizonte, já são 49 reclamações no Procon somente este ano. Em 2013, foi apenas uma. Na segunda-feira, o órgão irá pesquisar como estão os acordos da empresa com os consumidores e, caso não tenha havido negociações, também multará a Dafiti. “Pedimos que todos aqueles que tenham sido lesados na capital mineira com compras nesse site procurem o Procon de BH”, avisa a coordenadora do órgão na capital, Maria Lúcia Scarpeli.

A Dafiti tem, em média, 50 milhões de visitantes mensais e trabalha com vendas de calçados, roupas, acessórios, produtos esportivos, perfumes, produtos de beleza, cama, mesa e banho e artigos de decoração. Desde de julho, ela não entrega as mercadorias compradas dentro do prazo, como denunciam consumidores. Na página na rede social Facebook “Cadê a Dafiti? Quero respostas”, muitos internautas reclamam da demora na entrega e da falta de informação. Para se ter uma ideia, em São Paulo, de janeiro a junho, foram 25 reclamações. Porém, em julho, quando estourou a crise, foram 228 queixas. No mesmo período, o total de reclamações de clientes sobre a loja aumentou 1.000% no site Reclame Aqui, passando para um total de 10.889.

De acordo com dados do Procon paulista, sobre a multa de R$ 344 mil, a empresa não recorreu e não apresentou defesa. Além disso, 55% das reclamações foram resolvidas e o restante ainda está em processo. Os consumidores têm a opção do reembolso ou da entrega imediata do produto. Em Minas Gerais, de acordo com o Procon Estadual, também tem havido queixas, o que levará o órgão estadual a autuar a Dafiti. “Diante das várias queixas, instauramos um processo coletivo para a aplicação da multa. Primeiro, vamos pedir esclarecimentos da empresa. Temos visto que as reclamações são referentes ao prazo de entrega das mercadorias”, comenta o coordenador do Procon MG, Fernando Ferreira Abreu.

ACORDO Ele explica que, a partir do momento em que a empresa informa o prazo que entregará um produto e não consegue atender, há uma quebra de acordo, o que fere o Código de Defesa do Consumidor. Sobre o atendimento ao cliente, queixa também constante, Fernando diz que o decreto do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) não é obrigatório a todas as empresas.

A Dafiti informou que fez investimentos em infraestrutura e tecnologia e acaba de concluir um complexo processo de migração de sistema operacional, que impactou na operação e no serviço ao consumidor. “A empresa garante que o impacto ao cliente está sendo minimizado a cada dia, as questões pendentes serão tratadas caso a caso e os reconhecidos padrões de excelência do atendimento serão restabelecidos em breve. Hoje, 95% dos pedidos feitos já estão sendo processados e entregues a tempo, ou seja, seguindo os padrões normais da operação, anteriores à migração”, diz o texto.


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