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Estado de Minas PARA AFINAR A GESTÃO DA ORQUESTRA

Mercado cultural em Minas tem tendência de crescimento, aponta especialista


postado em 30/10/2013 06:00 / atualizado em 30/10/2013 07:10

Presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira é o único brasileiro em programa nos EUA(foto: Pedro Nicoli/Divulgação)
Presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira é o único brasileiro em programa nos EUA (foto: Pedro Nicoli/Divulgação)

O mercado de cultura e comunicação cresce a cada dia no Brasil. No entanto, enxergar essas áreas como um negócio ou indústria cultural ainda é um grande desafio no país. Em Minas Gerais, a tendência é de que o setor avance mais nos próximos anos. É o que prevê o economista e presidente do Instituto Cultural Filarmônica, entidade responsável pela gestão da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Diomar Silveira, único brasileiro convidado a participar da segunda edição do Programa para Executivos, desenvolvido pela National Arts Strategies (NAS), organização com sede em Alexandria, Estados Unidos. O encontro vai reunir 50 líderes excepcionais do mundo que trabalham nas áreas culturais para explorar novas maneiras de enfrentar os desafios do setor.


O professor de empreendedorismo do Ibmec, João Bonomo, aponta que a profissionalização de gestores culturais e a busca de conhecimento podem resultar em melhores administrações, fortalecendo uma postura comprometida das instituições relacionadas ao exercício da vida cultural. Ainda segundo Bonomo, a indústria cultural já é um movimento estabelecido em outros país como Itália, Estados Unidos, Espanha, entre outros, que oferecem diversos cursos de profissionalização na área. “No Brasil ainda estamos atrasados, é preciso caminhar muito até que gestores e público vejam a cultura como um negócio. O que não seria difícil já que todos precisam otimizar o recursos e administrar, assim como acontece em qualquer empresa. Não adianta ter um espetáculo maravilhoso, se a gestão não é eficiente”, comenta.

Líderes Os participantes do Programa para Executivos foram selecionados em processo de recrutamento, que buscou identificar 50 líderes culturais de ponta em todo o mundo, com disposição para enfrentar as difíceis questões do setor na atualidade. O programa conta com uma série de atividades à distância e três eventos presenciais, realizados, respectivamente, na Harvard Business School, em Boston, na Ross School of Business da Universidade de Michigan, Chicago e no Sundance Resort, no estado de Utah. Diversas atividades estão relacionadas ao cotidiano de trabalho dos gestores, ações planejadas que buscam auxiliá-los a levar adiante seus objetivos e metas.


Diomar acredita que o programa vai promover melhoria na gestão da Filarmônica que hoje conta com 140 funcionários, entre eles músicos, equipe de apoio e administração, somando uma folha de pagamento de mais de R$ 1 milhão por mês. “A indústria cultural é muito bem estruturada nos Estados Unidos e temos muito o que aprender com eles”, afirma. O presidente do instituto pretende adotar junto à orquestra planos e estratégias de marketing, de áreas técnicas, que serão repassadas durante o convívio com os outros 49 líderes excepcionais em Boston. “Precisamos aprender a ser mais criteriosos do que somos na gestão dos recursos financeiros para oferecer atividades de qualidade, aumentando as metas de capacitação, formando nossa indústria cultural”, completa. 


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