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Estado de Minas

Hotel Excelsior vira residencial no Centro de BH

Antigo empreendimento terá apartamentos de até 80 m2 e ainda vai abrigar uma escola profissionalizante


postado em 18/09/2013 06:00 / atualizado em 18/09/2013 07:17

O Edifício Excelsior terá 125 unidades residenciais após ser reformado(foto: Beto Magalhaes/EM/D.A Press)
O Edifício Excelsior terá 125 unidades residenciais após ser reformado (foto: Beto Magalhaes/EM/D.A Press)

O antigo Hotel Excelsior, na Região Central de Belo Horizonte, vai ser transformado em edifício residencial e escola profissionalizante. Em 18 meses estarão prontas as obras de 152 unidades residenciais no edifício, que vão ocupar do 16° ao 25° andar. A reforma vai ficar a cargo da construtora Diniz Camargos, que investirá cerca de R$ 30 milhões no empreendimento. “A região central tem carência desse tipo de empreendimento. Praticamente não existe imóvel de um e dois quartos no Centro de Belo Horizonte”, afirma Teodomiro Diniz Camargos, diretor da empresa.

O edifício, exemplar modernista dos anos 60, já foi o antigo Hotel Excelsior e sede da Zurich Minas Brasil Seguros. Foi comprado pela construtora em parceria com o fundador do Grupo Seculos, Jairo Azevedo. A escola profissionalizante é ligada à entidade filantrópica Sistema Divina Providência, conduzida pelo empresário Azevedo, e pretende reunir cursos nas áreas de estética e beleza, gastronomia, informática e moda.

O edifício tem 24 mil metros quadrados. A parte de apartamentos, o Excelsior Residence, vai contar com academia de ginástica, espaço gourmet integrado ao salão de festas e unidades que variam de 28 a 80 metros quadrados dentro do conceito de lofts ( espaços com vãos livres que contêm paredes apenas nos banheiros). “O morador que vai definir o layout interno”, diz Camargos. A construtora vai oferecer kits de fechamento de paredes em dry wall com layout , já preestabelecido e custos a serem arcados pelo interessado.

As unidades serão vendidas por valores entre R$ 240 mil e R$ 450 mil e a maioria possui vista panorâmica que vai desde a ponta da Serra do Curral até a Serra da Piedade, em Caeté, na Grande BH. O prédio vai ter porteiro 24 horas e a previsão é que o condomínio gire em torno de R$ 150 por mês. Segundo Camargos, cerca de 20% das unidades já foram comercializadas no pré-lançamento. O público, diz, é bem variado: desde pessoas que moram no interior e querem ter ponto de referência em Belo Horizonte à terceira idade, jovens comerciários e pessoas que trabalham na área médica. “Na porta tem ônibus e metrô que levam a qualquer ponto da cidade”, ressalta Camargos. Os moradores vão precisar dos meiso públicos de transporte, já que o edifício não conta com vaga para garagem.

O edifício Excelsior é a terceira aposta do empreiteiro no Centro da capital. As obras são feitas por meio de retrofit- reciclagem do edifício – técnica da engenharia que revitaliza um empreendimento ou região, mantendo suas características originais. A primeira foi a reforma e restauração do Edifício Chiquito Lopes, na Rua São Paulo, entre a Rua Caetés e Avenida Afonso Pena. O prédio, que era propriedade da Vale, ganhou 167 apartamentos. O empreiteiro resolveu repetir a dose com um dos edifícios mais famosos da cidade: o “Balança Mas Não Cai”, na esquina da Rua Tupis com Avenida Amazonas.

LENDA Reza a lenda que o prédio de 17 andares, construído em 1945 (em estilo eclético e toques de art déco), tinha problemas na estrutura. Balançava, e o pior, podia cair. Daí o apelido: “Balança Mas Não Cai”. Ele era dividido entre salas comerciais e apartamentos residenciais, foi república de estudantes, e depois ficou fechado durante muitos anos. O edifício foi reformado e Camargos afirma que há cerca de 1,5 mil pessoas na fila de interessados para comprar apartamento no edifício.

Blue Tree volta a BH


O empreendimento hoteleiro erguido na Avenida Alfredo Camarate, na Pampulha, pela CMR Construtora, ganhou nova bandeira. O Blue Tree Hotels, do grupo Chieko Aoki Management Company, que conta com 23 hotéis no Brasil, assumirá a gestão do hotel, no lugar da Rede Bristol. A expectativa é de que sejam gerados cerca de 200 empregos diretos e indiretos até o ano que vem, quando o empreendimento será inaugurado.


De acordo com a presidente, Chieko Aoki, a volta do grupo a Belo Horizonte é motivo de entusiasmo, já que a capital mineira é uma cidade estratégica para o turismo de negócio. “Queremos levar para o empreendimento a qualidade dos nossos serviços, principalmente na área de eventos, mas também a nossa grande carteira de clientes”, afirma. Chieko lembra ainda as estatísticas que apontam a presença de mais de 170 mil turistas de outros países anualmente na capital mineira. “Apenas em 2012 foram cerca de 65 eventos, com a participação de mais de 50 mil empresas.”

Diante desse cenário, Chieko destaca as características do hotel, importantes para a realização de congressos e eventos de diversos formatos. “Além dos 337 quartos modernos e cinco suítes premium, teremos um centro de convenções com capacidade para receber 900 pessoas e um restaurante para 500 pessoas”, explica. Segundo a empresária, outros projetos e investimentos para o estado estão andamento. Até 2016, oito empreendimentos serão inaugurados sob a administração do grupo.

INVESTIDORES  O diretor comercial da CMR Construtora, Milton Alves de Freitas Júnior, ressalta a parceira firmada com o Blue Tree Hotels e garante que isso fará do hotel um dos melhores da capital. “A nova bandeira dá um upgrade no empreendimento e na região, além de trazer mais investidores e ser importante para os empreendedores”, garante.

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