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Estado de Minas

Segmento de TI deve crescer dois dígitos em 2012


postado em 17/10/2011 19:02 / atualizado em 17/10/2011 19:13

Nem a crise internacional, nem o desaquecimento da economia brasileira serão capazes de abalar o crescimento do mercado de Tecnologia a Informação (TI) do país. O setor de TI deve registrar expansão entre 10% e 12% em 2012, enquanto o setor de telecomunicações deve crescer em torno de 8%, segundo estimativas da consultoria IDC Brasil. "O mercado interno está muito aquecido. A menos que a crise se agrave consideravelmente. Mas não acho que vá acontecer", disse Anderson Figueiredo, analista para mercado de TI no IDC Brasil.

A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) estima um crescimento entre 10% e 15% para este ano. Em 2010, o setor teria faturado US$ 85,1 bilhões, calcado na demanda interna. Apenas US$ 2,4 bilhões teriam vindo de exportações. Somado a telecomunicações - setor chamado de TIC - o faturamento seria de US$ 165,69 bilhões. "O mercado de TI está bem aquecido aqui dentro do Brasil. A curva de crescimento de TI ao longo dos anos é ligeiramente independente da curva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)", afirmou Antonio Gil presidente da Brasscom.

Segundo Gil, as empresas investem em TI em tempos de crise para sobreviver à turbulência e em tempos de bonança para se manter competitivas. "Na crise, há demissão de despede empregados e as empresas usam TI para que o serviço continue sendo feito. Em tempos de crescimento, é necessário expandir, e é necessário ter mais TI", contou Gil.

De acordo com um estudo da IDC, que não considera o volumes gastos com mão de obra, o mercado mundial de TI deve movimentar mais de US$ 1 trilhão em 2011, um crescimento de 7,5% na comparação com 2010. O Brasil figura hoje na oitava posição entre os maiores mercados de tecnologia da informação do mundo. O setor movimentou mais de US$ 37 bilhões em 2010. A previsão da consultoria é que a atividade cresça 13% em 2011, movimentando mais de US$ 42 bilhões. "Hoje é preciso expandir geograficamente conquistar novos mercados, lançar novos produtos. Há uma dependência de TI forte hoje em dia. Tem muita gente de fora vindo ao Brasil", afirmou Figueiredo.

A Totvs, maior fabricante de software brasileira, vê na crise uma oportunidade de crescimento. A empresa aposta na variedade de soluções para atingir dez diferentes segmentos, como agronegócio, educação, saúde, varejo e indústria. "Sempre que teve uma crise, a gente tradicionalmente acabou crescendo mais do que os nossos concorrentes. É claro que não dá para dizer que somos uma ilha e que realmente nada vai acontecer. Temos um pouco mais de atenção. Mas, por outro lado, vemos como uma oportunidade de fazer com que os clientes que não tenham software comprem para saírem mais fortes da própria crise", contou Laércio Cosentino, presidente da Totvs.

Erick Vills, diretor da Websoftware, espera um crescimento de 30% no faturamento da empresa em 2011. A Websoftware fornece soluções de gestão para franquias e franqueados. O software gerencia desde o caixa da empresa até o esquema de logística. "O franqueador acompanha a saúde das franquias online, explicou Vills. Segundo ele, que atende desde o setor de alimentos até viagens e vestuário, a ascensão social da Classe C, junto com os investimentos para a Copa e a Olimpíada, ainda devem manter o mercado interno aquecido e seus clientes, crescendo. "Há muita obra e muito investimento previstos", afirmou Vills. "A menos que houvesse um impacto no crédito à pessoa física. Aí sim meus clientes teriam problemas, e nós também".


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