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Estado de Minas

Itambé vai investir R$ 80 milhões para ampliar fábrica em Pará de Minas


postado em 20/07/2011 19:26 / atualizado em 20/07/2011 19:42

A fabrica passará da produção atual de 600 toneladas por dia para 1 mil toneladas diárias até o final de 2011 e abrirá mais 200 postos de trabalho(foto: Ricardo Fonseca/Divulgacao)
A fabrica passará da produção atual de 600 toneladas por dia para 1 mil toneladas diárias até o final de 2011 e abrirá mais 200 postos de trabalho (foto: Ricardo Fonseca/Divulgacao)
 

Em meio a inauguração do mais moderno Centro de Distribuição (CD) da Itambé no Brasil, em Pará de Minas, na região Centro-Oeste do estado – construído com recursos de R$ 30 milhões – a cooperativa de lácteos anunciou novos investimentos para os próximos 18 meses que chegam à casa dos R$ 140 milhões. Boa parte do aporte, equivalente a R$ 80 milhões, será destinado à ampliação da fábrica em Pará de Minas, que passará da produção atual de 600 toneladas por dia para 1 mil toneladas diárias até o final de 2011 e abrirá mais 200 postos de trabalho.

A gigante do setor de laticínios também quer abrir de vez a o mercado nordestino, limitado à Bahia, para produtos da linha de refrigerados, como iogurtes e requeijão. Hoje somente o leite em pó e leite condensado chegam aos demais estados. Para isto, a empresa estuda a construção de uma fábrica de refrigerados no interior do Ceará até 2013 com capacidade de produção diária de 200 toneladas e com investimento na ordem de R$ 50 a R$ 60 milhões. Enquanto a sexta fábrica não é inaugurada, Pará de Minas será responsável pelo abastecimento de refrigerados na região, que só será possível com a expansão da capacidade de processamento em 66%.

"Temos condições de vender até 10 mil toneladas para o Nordeste por mês", garante o presidente da Itambé, Jacques Gontijo. Atualmente a região responde por 40% do faturamento da cooperativa, enquanto Minas Gerais, responsável por 30% da produção de leite, representa apenas 15% do mercado. Com a chegada ao Ceará, a expectativa é de que a representatividade do Nordeste chegue a 50%. "Há quatro anos este mercado cresce a taxas chinesas de 10% ao ano", observa Gontijo.

O potencial de expansão também é alto. "A média de consumo per capita de leite é de 100 litros por ano enquanto no restante do Brasil, chega a 160", acrescenta. Um dos entraves deste novo mercado é o fornecimento da matéria-prima. "A produção de leite atual não é suficiente para atender a demanda, por isso é necessário um trabalho de fomento", explica o presidente. Para atingir a plena capacidade de processamento da futura fábrica, seriam necessários 500 produtores com média de 400 litros ao dia.

Outra barreira enfrentada pelo setor de laticínios, em âmbito nacional, é a concorrência com o leite proveniente dos vizinhos Argentina e Uruguai. "Está sendo importado diariamente uma Itambé inteira, o equivalente a 3 milhões de litros", afirma Gontijo. Quem sai ganhando é o consumidor, já que a entrada do produto importado acaba segurando os preços internos. "Isso não deixa os preços subirem, segurando a inflação", observa Gontijo.

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