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Estado de Minas

Inflação continua pressionada pelo segmento de serviços


postado em 08/07/2011 09:28 / atualizado em 08/07/2011 10:08

A queda do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e as deflações registradas pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) e pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) em junho, ambas de 0,18%, escondem uma inflação bastante elevada no segmento de serviços. Levantamento feito com base nos dados dos indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, enquanto o IGP-M fechou junho com deflação de 0,18% (e alta de 8,65% no acumulado em 12 meses), o segmento de serviços em geral registrou elevação de 0,44% (alta de 6,34% em 12 meses).

Esse cenário é bastante preocupante, de acordo com analistas, e realça dois pontos que merecem atenção das autoridades econômicas: a indexação da economia e a falta de mão de obra, que estaria acarretando aumentos de salários superiores à inflação.

O professor de economia da PUC-SP e economista-chefe da Siemens Brasil, Antonio Corrêa de Lacerda, alerta que esse quadro inflacionário deve perdurar por 18 a 24 meses porque é uma inflação que está se autoalimentando.

Para o sócio da MB Associados José Roberto Mendonça de Barros, a ameaça da inflação é maior do que as pessoas creem. Para ele, a inflação de serviços não deve cair tão cedo, já que esses preços são ajustados com base na inflação passada e crescem em meio a um quadro de falta de mão de obra que garantirá aumentos reais de salários de determinadas categorias no segundo semestre.

O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, acredita que serão necessários dois aumentos da taxa básica de juros para desarmar a inflação do setor de serviços, que tende a se elevar com as pressões já contratadas, como os dissídios coletivos do segundo semestre e o ajuste em 2012 de 14% do salário mínimo em termos nominais e de cerca de 7,5% em termos reais.


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