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Estado de Minas

Alitalia dá primeiro sinal verde para oferta de compra


postado em 19/11/2008 14:46 / atualizado em 08/01/2010 04:02


A Comissão de Vigilância encarregada de avaliar a oferta apresentada pelo consórcio de empresários para comprar a empresa aérea italiana Alitalia aceitou a proposta, segundo anunciou nesta quarta-feira o comissário extraordinário da companhia aérea Augusto Fantozzi.

Ele ressaltou que, após o sinal verde da Comissão, o negócio terá que ser autorizado pelo ministro de Desenvolvimento Econômico italiano, Claudio Scajola. O jornal econômico "Il Sole 24 Ore" publicou nesta quarta  que o consórcio CAI (Companhia Aérea Italiana) poderia ter aumentado em 400 milhões de euros (US$ 510 milhões) sua oferta inicial pela Alitalia, chegando a 1 bilhão de euros (US$ 1,3 bilhão).

A oferta inicial da CAI previa pagar pela parte rentável da Alitalia --ativos e rotas-- 275 milhões de euros (US$ 350 milhões), enquanto outros 625 milhões de euros (US$ 798 milhões) seriam utilizados para aliviar a dívida da companhia aérea, que em 31 de agosto chegava a 1,219 bilhão de euros (US$ 1,554 bilhão).

A este valor se somariam posteriormente 57 milhões de euros pela sociedade Alitalia Serviços; 7 milhões pela Alitalia Airport; 19 milhões por Alitalia Express; e 17 milhões pela companhia aérea a baixo custo Volare.

A oferta contemplava, além disso, um primeiro adiantamento de 100 milhões de euros no momento em que se feche a operação, o que a CAI prevê para 30 de novembro.

O plano da CAI se baseia na fusão com a outra companhia aérea nacional, Air One, para criar uma nova companhia aérea que terá 12,5 mil trabalhadores (1.550 pilotos, 3.300 assistentes de vôos e 7.650 entre técnicos, empregados e executivos). Para isso, se prevê o corte de 3.250 empregos e a não-renovação dos cerca de 2.000 contratos temporários.

Por outra parte, fontes aeroportuárias confirmaram nesta quarta o cancelamento, como já tinha anunciado Fantozzi, de 100 vôos diários da Alitalia, principalmente do aeroporto romano de Fiumicino, até 1° de dezembro, quando a companhia aérea passará às mãos da CAI.

 


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