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O musical Minha vida daria um bolero traz a história do amor entre uma apresentadora e um ouvinte de rádio


postado em 07/06/2019 04:07

Françoise Forton e Aloísio de Abreu encenam o musical Minha vida daria um bolero, em cartaz no Sesc Palladium(foto: Marcelo Rodolfo/divulgação)
Françoise Forton e Aloísio de Abreu encenam o musical Minha vida daria um bolero, em cartaz no Sesc Palladium (foto: Marcelo Rodolfo/divulgação)

Para sua vida dar um bolero, ela precisa falar de amor. Assim como as composições do ritmo cubano reverenciam temas românticos, o musical Minha vida daria um bolero, que terá duas apresentações neste fim de semana em Belo Horizonte, propõe um tributo aos mais diversos tipos de entrega amorosa: seja por alguém, pela música, ou até mesmo pelo rádio.

A peça é sobre o relacionamento de Diana (Françoise Forton), apresentadora do programa de rádio que dá título ao espetáculo, e Orlando (Aloísio de Abreu), um de seus ouvintes mais fiéis. Ao longo da programação, ouvintes ligam e são aconselhados pela radialista por meio de clássicos do bolero. Sem nunca terem se visto, os personagens mantêm um relacionamento há 20 anos, enquanto planejam o tão esperado encontro.

No palco, os atores interpretam sucessos em espanhol e versões em português do ritmo, como Tú te acostumbrastes, Solamente una vez, Angustia, Besame mucho, Contigo aprendi, Noite de ronda e Vereda tropical. “A maioria eu já conhecia, ouvia muito em casa quando criança. Realmente, o bolero é muito bonito, é de uma emoção profunda”, comenta a atriz Françoise Forton, de 61 anos.

Cantar em espanhol, para Françoise, foi um desafio extremamente prazeroso. “É uma língua mais próxima, mas tivemos que corrigir nosso portunhol”, brinca. Ela conta que redescobriu o bolero e suas letras. “É muito bom falar de amor, principalmente neste momento tão árido que estamos vivendo”, observa.

A atriz observa como há um grande número de relacionamentos modernos ocorrendo a partir da internet. “Hoje as pessoas não estão mais ligadas ao olhar, mas ao que é dito”, afirma. Neste sentido, Minha vida daria um bolero propõe reflexões sobre a necessidade humana do convívio social. “Uma relação pode, sim, começar por várias vias, isso acontece desde que o mundo é mundo, ou pelo menos desde o surgimento das redes sociais, mas não podemos perder essa maravilha de estar com alguém”, defende Françoise.

A última vez que esteve em Belo Horizonte também foi ao lado de Aloísio de Abreu, como protagonistas de outra montagem de Xexéo, Nós sempre teremos Paris.

MINHA VIDA DARIA UM BOLERO
Texto de Artur Xexéo. Com Françoise Forton e Aloísio de Abreu. Direção: Rubens Camelo e Paulo Denizot. Neste sábado (8), às 21h, e domingo (9), às 19h. Grande Teatro do Sesc Palladium. Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3270-8100. Plateia 1: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia). Plateia 2: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). Plateia 3: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Informações: (31) 3270-8100 e www.ingressorapido.com.br

*Estagiária sob a supervisão do subeditor Eduardo Murta


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