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Estado de Minas

Mulheres são as estrelas de festival em Inhotim, que terá de Pitty a Tulipa Ruiz

Cantoras dão o tom à nova edição do MecaInhotim neste fim de semana em Brumadinho


postado em 17/05/2019 05:05

Pitty chega na esteira do recém-lançado Matriz, mas promete não deixar de lado antigos hits nesta sexta-feira(foto: Murilo Amancio/Divulgação )
Pitty chega na esteira do recém-lançado Matriz, mas promete não deixar de lado antigos hits nesta sexta-feira (foto: Murilo Amancio/Divulgação )

 

Gilberto Gil é a principal atração da quinta edição do MecaInhotim, de hoje a domingo, no centro de arte contemporânea em Brumadinho. Mas não se pode negar que o baiano, que se apresenta na noite deste sábado, 18, estará rodeado por cantoras e compositoras. Pitty, Céu, Tulipa Ruiz, Duda Beat, MC Tha são algumas das atrações do palco principal do evento. Demorou, mas a hora chegou.

“É muito bom ver num festival essa representatividade, com tantos estilos de mulheres diferentes e cada uma com a sua arte. Que isso se amplie e se perpetue. Infelizmente, ainda não é a regra, mas estamos trabalhando para que os espaços sejam igualitários”, afirma Pitty, headliner desta sexta-feira.

A baiana chega a Inhotim na esteira do recém-lançado Matriz, que veio a público no fim de abril. “Ainda estou bolando o repertório, mas penso em fazer um equilíbrio entre as músicas que quero mostrar do disco novo e aquelas que as pessoas querem ouvir quando vão ao meu show”, diz. Os dois primeiros singles, Na contramão e Te conecta, lançados ainda no ano passado, deverão estar no show.

Matriz é o primeiro álbum de inéditas em cinco anos. Inquieta, Pitty, há anos radicada em São Paulo, promove neste trabalho um reencontro com a Bahia. Há música com o BaianaSystem (Roda), há música do Maglore (Motor). “Entendo mais como uma revisão de relação (do que como um retorno à Bahia). É essa relação com minha terra natal passada a limpo, vista, sentida, na condição de imigrante que agora sou há mais de 16 anos. Em termos de sonoridade, sim, há uma aproximação maior e uma pesquisa feita em cima de ritmos nordestinos e latinos. Sempre fiquei tentando experimentar essas fusões com rock. Tudo tem sua hora.”

No sábado, é a paulista Céu quem se apresenta no Meca. Correndo contra o tempo, ela pouco conhecerá de Inhotim – na madrugada de sábado para domingo vai fazer um show na Virada Cultural de São Paulo. Céu já deu início aos trabalhos do álbum que substituirá Tropix (2016). Tanto por isso, apresenta no festival um espetáculo intermediário, que teve início neste ano. “Estou passeando por todos os meus discos. É um show gostoso, para dançar”, conta ela, que para selecionar o repertório abriu votação entre seu público.

Sobre o novo trabalho, que terá lançamento no segundo semestre, o que ela adianta é que será produzido por Pupillo (também seu marido) e pelo francês Hervé Salters – a mesma dupla foi a responsável pela produção de Tropix. “O disco terá ainda a participação do Marc Ribot, guitarrista que tocou com Tom Waits.”

Assim como Pitty, Céu lembra-se que no início da carreira (seu álbum de estreia é de 2005) o número de mulheres era pequeno na cena musical. “Finalmente as mulheres tomaram conta de suas carreiras e passaram a também escrever. A participação veio de forma progressiva. Quando comecei, éramos muito poucas. Hoje já há uma geração mais nova que me orgulha e inspira.”

Mesma impressão tem Tulipa Ruiz, que encabeça as atrações do domingo do festival. “De 2010, quando comecei, para cá, isso tem mudado bastante. Já toquei em muito festival em que não era só a única mulher artista, mas a única também entre técnicos de luz, palco. Hoje, incomoda um espaço onde não tenha mulher, tanto que os próprios eventos entenderam isto.”

Também em um momento de transição, Tulipa leva para Inhotim o show Pipoco das Galáxias, mesmo nome do trio que a acompanha – o guitarrista Gustavo Ruiz, o baixista Gabriel Bubu e o baterista Samuel Fraga. “Como estou finalizando a turnê do TU (seu álbum anterior, de 2017), que tem um formato mais acústico, criamos o show do Pipoco, que tem mais veneno, mais rock and roll.”

Acompanhada do power trio, ela recupera o repertório de seus quatro álbuns. E pretende ficar alguns dias mais em Minas para poder conhecer Inhotim melhor. “Tem vários trabalhos que quero conhecer: do (Hélio) Oiticica, (Adriana) Varejão, (Cildo) Mereiles. Me falaram que não é uma visita de leitura dinâmica, que não dá para fazer num dia só. Estou traçando um roteirinho para conseguir ver o que quero”.


MECAINHOTIM
De sexta (17) a domingo (19) no Instituto Inhotim, Rua B, 20, Brumadinho. O local abre diariamente às 9h30, com a programação diurna (palestras, workshops e conferências) tendo início às 11h. Os shows do palco principal começam às 18h. Ingressos: Pacote três dias: 2º lote: R$ 720 e R$ 360 (estudantes e para aqueles que doarem um livro na entrada do local); Por dia (sexta e domingo, o sábado está esgotado):
1º lote: R$ 180 e R$ 90 (estudantes e para aqueles que doarem um livro na entrada do local).


Promessa de laço com a comunidade

Brumadinho poderá ganhar uma edição do MecaInhotim no segundo semestre. “A ideia é fazer um festival mais voltado para a cidade, gratuito. Vamos lançar a ideia para tentar construir o evento com a comunidade e parceiros locais”, afirma Rodrigo Santana, diretor criativo do Meca.

Tal ação, além de outras que serão realizadas neste fim de semana, buscam aproximar a produção do evento da população local. “A tragédia (o rompimento da barragem de rejeitos de Córrego do Feijão, naquela região, em janeiro) foi muito agressiva. Não cogitamos cancelar o evento, mas ficamos em compasso de espera para entender se ele seria viável ou não”, continua Santana.
Durante a produção do Meca, o contato com a população e parceiros da região se intensificou. “Criamos uma relação mútua de ajuda, pois vimos que podíamos ajudar a cidade e que ela nos ajudaria. Muitas pessoas nos pediram para não desistir do festival, pois o MecaInhotim aumenta muito o fluxo de turismo de lá.”

Uma das primeiras ações do Meca foi a criação do fundo Pró-Brumadinho (aberto a pessoas físicas e jurídicas, via www.probrumadinho.com.br). “Depois dos esforços para ajuda imediata, vimos que existe ali uma necessidade de se repensar o futuro, mais a médio e longo prazos. Entendendo que o turismo, a cultura e a educação são pilares importantes, pensamos também no planejamento de uma série de atividades para capacitar a população de lá.”

O festival no segundo semestre é uma das iniciativas em desenvolvimento. Neste fim de semana, durante uma das conferências da programação diurna da programação, Brumadinho estará na pauta. “Vamos falar tanto do passado quando do futuro”. Na área de gastronomia do evento, quatro das opções de restaurantes serão de Brumadinho. Boa parte da mão de obra que trabalha no local também é da cidade.

Palco principal

>> Sexta

18h – Castello
20h – MC Tha
22h – Pitty
23h – DJs Cláudia Assef e Ana Flávia (Women’s Music Event)
2h – Mentrix

>> Sábado

18h – Céu
20h – Duda Beat
22h15 – Gilberto Gil
23h15 – DJs Deivid, Fael, Garrell & Kowalsky (Alta Fidelidade)
1h10 – DJs Bernardo Campos e Filipe Raposo (Festa Rara)

>> Domingo

18h – Lamparina e a Primavera
20h – Tulipa Ruiz
22h – DJs Cancian e
Darryn Jones (Mareh)


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