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Estado de Minas

Falta de recursos pode ocasionar eleições manuais


postado em 25/05/2016 17:00

Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou na última sexta-feira (20) estar convicto e seguro de que receberá do Governo Federal os R$ 250 milhões que restam para a realização das eleições municipais neste ano, tendo já recebido cerca de  R$ 500 milhões. A estimativa do TSE é de que serão necessários R$ 750 milhões para realizar as eleições municipais nas urnas eletrônicas.

Desde 1996, a Justiça Eleitoral trabalha com a implantação de um sistema eletrônico de votação. Mas foi em 2000 que o alcance se deu em todo o país. O sistema eleitoral brasileiro atual é constituído não tão somente pelas urnas, mas também pelos sistemas responsáveis por armazenar os votos, apurá-los e transmiti-los.

A urna não tem ligação nenhuma com a internet ou qualquer meio de transmissão de dados. O único cabo que ela possui é o de energia. E ainda, se for necessário, ela poderá ficar ligada somente na bateria por mais de 10 horas.

Então, como acontece a retirada de dados da urna? Por meio de uma mídia móvel, chamada de mídia de resultado. Essa mídia contém os dados de toda a votação, que é o boletim de urna. Encerrada a votação, a urna imprime o resultado da votação daquela seção eleitoral.

Todavia, as urnas atuais são consideradas de primeira geração, denominadas pelo nome Direct Recording Electronic (DRE). Esse modelo gera certas preocupações com relação à computação dos votos, pois tal resultado depende exclusivamente da confiabilidade do software usado pelo dispositivo.

Buscando a atualização do sistema eleitoral, o Governo Federal está realizando, gradativamente, pela Justiça Eleitoral, o recadastramento biométrico da população, regulamentado pelas resoluções número  23.335/2011 e 23.366/2011.

Todo mecanismo biométrico é preparado para reconhecer, verificar ou identificar uma pessoa que foi previamente cadastrada. O reconhecimento funciona mediante a identificação de sensores que colocam as digitais em formato virtual, possibilitando uma forma inusitada de confirmar o voto durante o processo eleitoral. Tal cadastramento, atualmente, é facultativo aos eleitores.

Exposto isso, resta saber se em longo prazo tal mudança trará benefícios ou malefícios à nação.

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Fonte: www.tre-df.jus.br

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