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Estado de Minas

Presidente Michel Temer não corresponde às expectativas


postado em 19/05/2016 13:00

Após mais de 20 horas de deliberações, o Senado aprovou, por maioria simples, o acolhimento do processo de Impeachment de Dilma Rousseff. Tal hipótese permitiu que seu Vice, Michel Temer, ocupasse o cargo de Chefe do Poder Executivo.

A alternância da liderança nacional consumou-se no último dia 12, momento em que o Senador Vicentinho Alves (PMDB-TO) notificou Temer acerca do afastamento de Dilma por até 180 dias, conferindo-lhe o título de Presidente Interino.

Passadas todas as formalidades burocráticas, Michel Temer anunciou o corpo ministerial atuante durante seu mandato, enfatizando a extinção de nove ministérios, reduzindo o número total de 32 para 23.

As reduções ocorreram nas pastas de Cultura; Comunicações; Desenvolvimento Agrário, e das Mulheres; da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Além disso, foram extintas a Controladoria-Geral da União, a Casa Militar e as secretarias de Portos, Aviação Civil e Comunicação Social da Presidência.

Pelo Twitter, Temer justificou a supressão de pastas pela necessidade de restaurar o equilíbrio das contas públicas, trazendo a evolução do endividamento do setor público ao patamar de sustentabilidade. Ele ainda afirmou que encomendou estudos para eliminar cargos comissionados desnecessários, sabidamente na casa dos milhares.

Com a posse efetiva de Temer, a mera eliminação de cargos não se apresentou relevante. O fato inusitado refere-se à ausência de correspondência das expectativas clamadas pela sociedade nas últimas manifestações. Tais clamores destinavam-se, basicamente, à renovação política, pouco atendida pelo Presidente Interino ao eleger seus Ministros.

Primeiro, muito dos Ministros escalados pelo novo Presidente também fizeram parte dos governos de Lula e de Dilma. Segundo, empresas envolvidas na Operação Lava Jato doaram para campanhas eleitorais de 12 Ministros nomeados. Terceiro, a ausência de ministérios ocupados por mulheres, o que não ocorria desde o Governo de Ernesto Geisel (1974-1979), e negros.

A representante do Escritório da ONU Mulheres, no Brasil, Nadine Gasman, ressaltou: Não ter mulheres significa perder, pois metade da população não está representada, nesse governo, nessa junta executiva. Alertando para prejuízos com ausência de paridade.

Exposto isso, é essencial uma atenção redobrada nas mudanças que advirão em nosso país. Devemos continuar lutando contra retrocessos sociais, que, na maioria das ocasiões, são justificados por ações econômicas infundadas. É essencial uma fiscalização coletiva por parte da população, com o intuito de não ocorrerem afrontas ao princípio da vedação do retrocesso social e que o foco do Governo sempre seja o fim da desigualdade social enraizada em nossa nação.

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