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Estado de Minas

O que aconteceu com o Tesouro Direto em 2017?

O governo é o emissor mais seguro, pois, em uma situação de crise, ele conseguiria honrar os pagamentos dos juros com emissão de moedas ou aumento de impostos


postado em 28/12/2017 15:15

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Dentre os investimentos de renda fixa, os títulos públicos são um dos mais populares no Brasil. Isso se deve à segurança de pagamento do governo e também aos recentes casos de expressiva valorização. Em 2016, houve título que rendeu 53% - ganho digno de um investimento em ações.

Porém, com a queda da taxa de juros para 7% ao ano e a expectativa de atingir 6,75% no início de 2018, muitos investidores acreditaram que seria o fim do Tesouro Direto. No entanto, os papéis do Tesouro Nacional seguem acumulando ganhos de dois dígitos. De janeiro a novembro deste ano, por exemplo, o Tesouro Prefixado 2023 teve rentabilidade de 17% e o Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 rendeu 12%.

É claro que a queda dos juros diminuiu os rendimentos que têm correlação direta com a taxa Selic, como é o caso do Tesouro Selic. Entretanto, esse ainda é o investimento ideal para o colchão de liquidez ? aquele dinheiro para usar em casos de emergência, como ficar desempregado ou bater o carro, por exemplo. É um ativo seguro, com rendimento e liquidez diários, que pode ser sacado a qualquer momento.

"O governo é o emissor mais seguro, pois, em uma situação de crise, ele conseguiria honrar os pagamentos dos juros com emissão de moedas ou aumento de impostos", destaca a especialista em renda fixa da Empiricus, Marília Fontes, autora das séries Tesouro Empiricus e Empiricus Renda Fixa .

TESOURO SELIC X POUPANÇA

Mesmo com a queda dos juros, o Tesouro Selic ainda é uma opção melhor do que a poupança. Até porque, os rendimentos da caderneta também variam conforme a taxa Selic. Toda vez que os juros estão maiores do que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial). Já quando os juros estão em 8,5% ou abaixo disso, como agora, a rentabilidade da caderneta passa a ser de 70% da taxa Selic mais a TR.

Ou seja, com a Selic a 7%, a poupança está rendendo 4,9% ao ano mais a TR, que por sinal não acrescenta praticamente nada, já que a taxa não passou de 0,3% em nenhum mês desse ano, e desde setembro está em zero. Já o Tesouro Selic está rendendo 5,52% já descontados os impostos. Por isso, mesmo ao considerar a taxa de custódia para investir no Tesouro Direto e o Imposto de Renda, o Tesouro Selic ainda é mais vantajoso.

PERSPECTIVAS PARA O TESOURO DIRETO EM 2018

Para o ano que vem, apesar de não ser possível prever rendimentos robustos como em 2017, quem quiser aumentar a rentabilidade na renda fixa deverá dar preferência para os títulos de crédito privado, como LCI, CDB ou debêntures. No entanto, não pode deixar-se seduzir somente pelo percentual de retorno do ativo. Ao escolher títulos privados, é preciso investigar a saúde financeira do emissor, sua capacidade de pagamento, fluxo de caixa, indicadores de gestão, entre outros indicativos que ajude a confirmar a solidez da empresa.

Por outro lado, se o investidor preferir manter uma carteira de baixo risco, a orientação da Marília é que dê preferência aos títulos públicos pós-fixados. Assim, se os juros voltarem a subir, seja por causa de uma crise ou dos resultados das eleições para a presidência da República em 2018, o investidor estará protegido. "Se for eleito um governante populista ou não reformista, que não queira equilibrar as contas públicas, os juros vão voltar a subir e subirão rápido", destaca a especialista da Empiricus .

Para saber mais sobre Tesouro Direto acesse Tesouro Direto de A a Z .






Website: https://www.empiricus.com.br/artigos/tesouro-direto/

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