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Estado de Minas

China disponibiliza aos empreendimentos brasileiros fundo de US$ 3 bilhões, reporta Felipe Montoro Jens


postado em 27/12/2017 14:30

O Brasil passa por um momento de escassez de crédito e retração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no que diz respeito ao financiamento de investimentos de infraestrutura no país. No entanto, quem aparece como uma alternativa para captação de recursos é a China. O governo chinês e o grupo Huayang - um dos maiores conglomerados empresariais chineses ? colocou à disposição de empreendimentos no Brasil ou empresas nacionais interessadas em expandir suas atividades para a China um fundo exclusivo no valor de US$ 3,0 bilhões, destaca o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

No Brasil, quem representa o fundo criado pelo Huayang é a Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), que opera como um banco de projetos. É função da CCDIBC realizar a primeira avaliação do empreendimento em questão e oferecer consultoria para adequar a solicitação dos interessados às exigências chinesas, antes que ela seja enviada para análise de crédito e garantias pelo fundo de investimentos sediado em Hong Kong, reporta Felipe Montoro Jens.

De acordo com o presidente da CCDIBC, Fabio Hu, a ideia é fechar contratos ainda em 2017. Infraestrutura e logística, construção civil, agronegócio, Parcerias Público-Privadas (PPPs)/Concessões, tecnologia, startups, produção de carros e caminhões elétricos e energia solar, eólica, hidrelétrica, usinas de tratamento de lixo e petróleo e gás ? são algumas das atividades que possuem prioridade.

Fabio Hu garante que a atuação da Câmara como banco de projetos dará mais agilidade à concessão de funding ? ou seja, à captação de recursos para investimento, explica o especialista Felipe Montoro Jens. Fabio ressalta, ainda, que no Brasil as taxas de juros do mercado são muito altas. Além disso, os processos de liberação de empréstimos pelo BNDES ou, mesmo, pelas instituições chinesas já estabelecidas aqui, como o Bank of China ou o China Construction Bank (CCB), "demoram muito".

O presidente da CCDIBC aponta que a qualidade e o formato dos projetos são os principais fatores que fazem com que as empresas e investidores brasileiros tenham dificuldade para acessar os empréstimos das instituições financeiras chinesas. Felipe Montoro Jens lembra que o fundo estatal, no valor de US$ 20 bilhões, lançado no fim de junho deste ano, numa iniciativa bilateral dos governos brasileiro e chinês, ainda não desembolsou nenhum recurso até o momento.

Financiamento

Fabio Hu explica que os US$ 3,0 bilhões do fundo do Huayang podem financiar até 85% de um projeto, priorizando operações acima de US$ 100 milhões. "Mas isso não quer dizer que valores menores não serão analisados. Se for um bom projeto, que represente parceria estratégica para a China, podendo gerar exportação de produtos chineses e empregos, também é interessante. O fundo pode financiar até capital de giro", acentua o presidente.

Hu informa também que as taxas anuais podem variar a partir de 4% ao ano, "dependendo da rentabilidade de cada projeto", diz ele. E que as transferências internacionais de recursos serão feitas por canais bancários tradicionais, reporta e finaliza Felipe Montoro Jens.


Website: http://www.felipemontorojens.com.br

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