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Estado de Minas

Primeira Praça "ozonizada" do Brasil é inaugurada em São Paulo


postado em 26/12/2017 14:30

(foto: Dino)
(foto: Dino)
O dia 22 de dezembro de 2017 vai entrar para a história da Ozonioterapia no Brasil. A inauguração da Praça Azul, num dos pontos mais movimentados da maior cidade do país, chega num momento de grande mobilização da sociedade em relação à regulamentação do procedimento.

O projeto de lei federal 227/2017, que objetiva reconhecer o uso da Ozonioterapia em todo o território nacional, foi aprovado por unanimidade no Senado em 18 de outubro e agora está em discussão na Câmara dos Deputados sob o número 9001/2017. A aprovação na Câmara será seguida pela sanção presidencial, o que possibilitará a disponibilização da técnica no SUS.

Estudos científicos comprovam os benefícios da Ozonioterapia no atendimento aos pacientes e um recente relatório de análise econômica, assinado pela Dra. Celina Ramalho, Doutora em Economia da Saúde e Professora da Fundação Getúlio Vargas - SP, avaliou que o uso da Ozonioterapia pode trazer uma economia entre 20% a 80% nas despesas com o sistema de saúde no nosso país.

Mais do que um espaço público, a Praça Azul é um símbolo da luta pela regulamentação da Ozonioterapia. Há 11 anos a ABOZ, entidade que reúne médicos, cientistas e profissionais de saúde, vem enfrentando uma série de obstáculos e a resistência até de entidades médicas para tornar o procedimento acessível à população brasileira, uma técnica que já é usada em mais de 50 países, dentre eles Rússia, China, Cuba, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha.

Localizada na esquina das Avenidas Rebouças e Faria Lima, a Praça Azul consolida a parceria entre a ABOZ e a Prefeitura Regional de Pinheiros. A área, onde ficava um antigo canteiro, foi transformada pelo arquiteto e paisagista Alexandre de Carvalho. O projeto foi idealizado para conscientizar a população sobre a importância da Ozonioterapia. Toda a iluminação, bancos de concreto e bicicletário foram concebidos na cor azul, a cor da molécula de ozônio e também da logomarca da ABOZ. Completando a decoração temática, o piso da praça (em alguns pontos também na cor azul) recebeu as próprias moléculas de ozônio - um gás que misturado ao oxigênio, ganha propriedades terapêuticas e é a base da Ozonioterapia.

"Tentamos trazer para essa parte da cidade alguns elementos que faltavam, como uma área com bicicletário e bancos para que as pessoas possam relaxar a qualquer momento ao passarem pela praça. Sempre com elementos em azul, para lembrar a população sobre a Ozonioterapia e a importância deste tratamento", reforçou Alexandre de Carvalho.

O projeto de paisagismo inclui a planta Agapanto Azul, que no verão floresce na cor azul, e foi escolhida por Alexandre para destacar um dos principais pontos da praça, a escultura azul, da artista plástica Bia Dória.

A cerimônia de inauguração teve descerramento de uma faixa azul, revoada de balões azuis e contou com a participação musical do violinista Ricardo Iki, que tocou clássicos como "Primavera", de Vivaldi e "Fascinação", de Elis Regina. O Prefeito Regional de Pinheiros, Paulo Mathias, afirmou que o apoio do setor privado à Prefeitura de São Paulo permite que projetos como o da Praça Azul possam ser agilizados.

A Presidente da ABOZ, Dra. Maria Emília Gadelha Serra, ressaltou a importância da parceria entre a entidade e a Prefeitura de São Paulo e destacou a eficiência na execução do projeto que em cinco meses transformou o antigo canteiro num espaço com identidade e que pode ser melhor aproveitado pela população.

"Achei o lugar super aconchegante e bacana para relaxar depois do almoço", afirmou o estudante Fábio Arneiro, 22 anos. Já a publicitária Isadora Andrade, 30, preferiu elogiar a decoração, "achei a praça um charme, as luzes e os puffs azuis chamam a atenção e adorei a escultura, que me passou uma sensação de leveza".

A praça deve ser batizada com o nome do Dr. Edison de Cezar Philippi, um dos precursores da Ozonioterapia no Brasil. O processo de mudança do nome está em tramitação na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

"Essa praça, além de proporcionar um novo espaço público para a cidade e para os paulistanos, vai servir de modelo para outras cidades. Nós pretendemos que médicos e pessoas ligadas à Ozonioterapia, repliquem a ideia em outros locais. A intenção original foi justamente a de oferecer esse espaço para as pessoas e fornecer uma lembrança permanente para a cidade sobre a Ozonioterapia, um procedimento médico incomparável. Assim como uma das esquinas mais emblemáticas, Av. Rebouças com Faria Lima, um endereço que todas as pessoas conhecem em São Paulo", finalizou a Dra. Maria Emilia Gadelha Serra.

ABOZ: 11 anos de luta pela regulamentação da Ozonioterapia

Fundada em 2006, durante o 1° Congresso Internacional de Ozonioterapia realizado no Brasil em Belo Horizonte, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) trabalha para que a prática da Ozonioterapia no Brasil possa ser realizada de maneira legal, consciente, responsável e ética.
A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura ozônio-oxigênio, ou ozônio medicinal, como agente terapêutico em um grande número de doenças. É uma terapia natural, com poucas contraindicações e efeitos secundários mínimos, se realizada corretamente.

Utilizada há quase um século na Alemanha, atualmente a Ozonioterapia é reconhecida pelos Sistemas de Saúde de diversos países do mundo.

No Brasil, a Ozonioterapia foi introduzida em 1975 e desde então ganhou mais adeptos e atraiu o interesse de algumas universidades. De 2000 até a presente data, os estudos ganharam corpo e a técnica vem se difundindo amplamente no país.
Uma das prioridades da ABOZ é disponibilizar informações de qualidade relacionada à Ozonioterapia, devidamente embasada na experiência internacional e também nacional.

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