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Estado de Minas

Mapeamento inédito quer alavancar o setor de joias do Rio em 2018

Temos como objetivo estimular o desejo do profissional a entrar e se aprimorar no setor de joias como um todo: da criação ao varejo


postado em 22/12/2017 17:15

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Mapeamento inédito do setor de joias e bijuterias será apresentado no início de 2018 pela Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio), com objetivo de oferecer subsídios para a retomada do crescimento da cadeia. A análise faz parte do Mapa Estratégico do Comércio, realizado pela Fecomércio, que contou com workshops que envolveram representantes do setor com a expertise da FGV Projetos. Além de joias, também fazem parte do projeto os setores de construção, eletrodomésticos, moda, vidro, material elétrico e material de limpeza.

"Queremos conhecer a fundo quais fatores contribuem para o desenvolvimento do setor e de que forma podemos nos preparar para promover esse desenvolvimento e para atender a novas demandas do consumidor", disse a presidente da Associação dos Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio (Ajorio), Carla Pinheiro, responsável pela assinatura do convênio com a Fecomércio.

As pesquisas contaram com rodas de discussões que envolveram tanto representantes das joalherias, como de instituições de classe em nível nacional, e de outros estados representativos na cadeia de joias no Brasil, como São Paulo e Minas Gerais, e também membros do Sebrae, Firjan e do IBGM.

"Os setores estão envolvidos com as questões do dia a dia e não param para pensar na cadeia como um todo. É preciso encarar os desafios frente a frente e pensar fora da caixa para encontrar novas soluções, sejam elas propostas de políticas públicas, ou ações simples, que podem modificar por completo antigos hábitos de uma cadeia", explicou o coordenador de projetos da FGV Projetos, Irineu Frare.

Questões relativas à segurança pública e privada, e também à tributação dos produtos foram citadas nos debates do setor de joias, em comum com os demais pesquisados. Por outro lado, os empresários enfrentam um desafio diferente, que é a necessidade de reinventar a imagem para atrair novos públicos, como o público jovem.

"Há uma difícil batalha a ser travada pelo setor entre a perenidade representada pela joia, que atravessa gerações, e sua necessidade de mudança para se reposicionar no mercado", argumentou Clotilde Perez, doutora em Semiótica, professora da USP e que foi responsável por workshop realizado pela Ajorio como primeira ação para estimular as mudanças de imagem.

Acumulando vários títulos como professora titular de Publicidade e Semiótica e livre-docente em Ciências da Comunicação da ECA USP, Clotilde Perez destacou a necessidade de reposicionar o produto no mercado e pensar estratégias de maior aproximação, e empatia com seu público, e também com o público jovem, que acaba tendo outros apelos de consumo. "Há um mundo de concorrentes para a joia no desejo do consumidor jovem. Do show internacional, ao smartphone, há várias atrações, e a joia permanece num mesmo lugar. Não se reinventou e não se apropriou de características muito comuns hoje em dia para definir o consumo, que são a experiência e a memória sentimental do objeto", disse Clotilde.

Também mereceu destaque nos workshops as deficiências na capacitação de trabalhadores e gestores do setor, apontadas como obstáculos no desenvolvimento do mercado. Entre as soluções apontadas está a criação de um modelo de capacitação on-line para vendedores de joias e gestores com certificação reconhecida. "Temos como objetivo estimular o desejo do profissional a entrar e se aprimorar no setor de joias como um todo: da criação ao varejo", comentou a diretora- executiva da Ajorio, Angela Andrade. Alinhada com este propósito, a Ajorio, em parceria com a Firjan, inaugurou este ano o Laboratório de Joias no Senai, que servirá não só para capacitação do setor, mas também como centro de referência para os envolvidos na produção da joia, com equipamentos de ponta.

Para Fabiana Mello, coordenadora de Moda do Sebrae, parceira da Ajorio em várias ações para divulgar as pequenas empresas há a necessidade de promover maior aproximação entre o setor hoje e o mercado consumidor, o que pode ser feito por meio de estudo baseado em dados levantar nichos de consumidores e suas reais necessidades. Em 2017, Ajorio e Sebrae fortaleceram a marca É Do Rio, que reúne pequenas empresas do setor e já produziu três edições do Guia dos Criadores de Joias e Bijuterias do Rio de Janeiro, com endereços em que os ateliês podem ser encontrados. O É do Rio! virou uma marca coletiva que está presente em diversos eventos representando o nome do APL Joia Carioca, Sistema Ajorio e Sebrae/RJ, e em 2018 poderão ser encontrados também em hotéis e albergues do Rio de Janeiro.

Sobre a Ajorio

A Ajorio representa os interesses de toda a cadeia produtiva do setor de joias e bijuterias no Estado do Rio de Janeiro, que integra mais de 3 mil empresas e gera 16 mil empregos. Filiada ao Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), a Ajorio possui sede própria e seu orçamento é composto pelo pagamento de contribuições dos associados, hoje, 345 empresas, além de parte de recursos provenientes dos sindicados que compõem o Sistema Ajorio.



Website: http://www.ajorio.com.br

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