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Estado de Minas

Empresas buscam caminhos para evitar fraudes e corrupção internamente


postado em 21/12/2017 16:30

Em tempos de Operação Lava-Jato e uma enxurrada de denúncias de corrupção no setor público, envolvendo empresas privadas, uma preocupação cada vez maior com ética e compliance ronda o pensamento dos empresários brasileiros. Muitas companhias já adotam testes de honestidade no recrutamento ou fazem programas para conhecer melhor a postura dos colaboradores diante de situações limite. "A gestão das empresas precisa estar em sintonia com as boas práticas da governança corporativa, não existe outro caminho", afirma Geovana Donella, conselheira de diversas empresas familiares e especialista em Governança Corporativa.

Para ela, desde que a nova lei de Compliance entrou em vigor, as empresas estão mais preocupadas com o tema. Os recentes escândalos revelados no Brasil também acenderam uma luz amarela no assunto. "Não adianta tentar prever quando uma pessoa vai cometer uma ilegalidade, é preciso implantar os pilares da governança e todos os órgãos do sistema de governança para garantir que a empresa siga os rumos definidos pelo Conselho Administrativo", explica, acrescentando que a empresa precisa ser monitorada para avaliar os resultados e corrigir possíveis desvios.

Muitas companhias estão em momento de lucidez e adotando conselhos consultivos para ajudar na condução dos negócios, com ex-CEO, especialistas em estratégias, finanças, tecnologia e outras áreas. Se no passado, contar com um conselho administrativo ou mesmo consultivo era algo restrito às grandes empresas, hoje pequenas e médias estão vendo que isso pode fazer toda a diferença no sucesso do empreendimento. "O conselho é o guardião da empresa, é ele que ajuda a companhia ter um olhar a curto, médio e longo prazos, fazer a estratégia, monitorar e incentivar a empresa a ter boas práticas de governança, ajudando a evitar a corrupção, as fraudes e revendo a rota sempre que necessário."

Geovana Donella afirma ainda que as empresas que querem investir em ética e compliance também têm de entender que as auditorias internas e externas são fundamentais e os órgãos de supervisão são importantes com reuniões periódicas e monitoramento constante. A empresa é um ecossistema, retórica e prática precisam estar alinhadas. "Transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa são os pilares para as companhias que querem ir mais longe", explica a especialista em Governança Corporativa. Geovana é conselheira, entre outras da Merheje, empresa líder em fabricação de itens para cuidados pessoais.

"Os riscos corporativos não precisam mais ser o temor máximo, eles podem ser controlados e administrados, mas, para isso se faz necessário uma cultura de governança, sairmos da retórica e irmos efetivamente para a prática."

Se houver interesse no assunto, Geovana Donella está à disposição para entrevistas e ainda podemos indicar empresas para colaborar com a pauta.

Geovana Donella é conselheira em diversas empresas familiares, entre elas Merheje, SUHAI Seguros e Grupo QG, e especialista em Governança Corporativa e Gestão de Empresas. Atuou como Presidente do Cel Lep, como COO (Chief Operating Officer) do Grupo Multi Holding (atual Pearson) e Superintendente da Alcoa Alumínio. É mentora da Exame PME e Mentora da Liga Empreendedores Insper. Atualmente, é membro do Comitê de Conselhos de Administração do Instituto de Governança Corporativa ? IBGC e professora de Governança Corporativa em vários MBA"s no Brasil. Geovana é bacharel e licenciada em Matemática, pós-graduada em Administração Industrial pela POLI-USP, tem MBA em Gestão de Franquias pela FIA e Conselheira de Administração pelo IBGC.

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