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Estado de Minas

Tecnologia beneficia pacientes com perda de audição severa e profunda

Tanto as crianças como os adultos são submetidos a um extenso processo de reabilitação - otorrinolaringologista do Ceol Otorrino, Rafaela Aquino


postado em 12/12/2017 16:00

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Um implante coclear é um dispositivo eletrônico que substitui a função da orelha interna danificada. Ao contrário das próteses auditivas, que fazem sons mais altos, os implantes cocleares fazem o trabalho de partes danificadas da orelha interna (cóclea) para fornecer sinais de som ao cérebro.

Os implantes cocleares possuem partes externas e internas (implantadas cirurgicamente) que funcionam juntas para permitir que o usuário perceba o som.

Peças externas: as partes externas incluem um microfone, um processador de fala e um transmissor. O microfone parece um aparelho auditivo atrás do ouvido. Ele pega sons do ambiente e os envia para o processador.

O processador de fala é alojado com o microfone por trás da orelha. Ele é um computador que analisa e digitaliza os sinais de som e os envia para um transmissor. Este envia os sinais codificados para um receptor implantado logo abaixo da pele.

Peças internas: as partes internas (implantadas) incluem um receptor e eletrodos. O receptor está apenas debaixo da pele atrás da orelha. Ele tira os sinais elétricos codificados do transmissor e os entrega à matriz de eletrodos que foram inseridos cirurgicamente na cóclea. Os eletrodos estimulam as fibras do nervo auditivo e as sensações sonoras são percebidas pelo paciente.

O uso de um implante coclear requer tanto um procedimento cirúrgico quanto uma terapia após a operação para aprender ou reaprender a sensação de audição. Nem todos os pacientes submetidos ao procedimento terão os mesmos resultados com este dispositivo. A decisão de receber um implante deve envolver discussões com especialistas médicos, incluindo um cirurgião experiente de implante coclear. Os implantes cirúrgicos são seguros, embora as complicações sejam um fator de risco, assim como em qualquer tipo de cirurgia.

"Tanto as crianças como os adultos são submetidos a um extenso processo de reabilitação com otorrinos, fonoaudiólogos, professores e conselheiros, enquanto aprendem a ouvir, melhorar a fala e lidar com a comunicação. Eles são ensinados a usar o implante e a responder aos sons que estão recebendo. Para aqueles que já ouviram em algum momento da vida, os sons através do implante coclear podem parecer não naturais no início, por isso é necessária uma readaptação. Já aqueles que nunca ouviram antes devem ser ensinados quais são os sons", explica Rafaela Aquino, médica otorrinolaringologista especialista em implante coclear do Ceol Otorrino, de Brasília.

Até crianças com apenas cerca de um ano de idade, com perda auditiva podem receber o implante coclear. Os especialistas recomendam a implantação o mais cedo possível para expor as crianças aos sons durante o período crítico de aquisição da linguagem. "Após a cirurgia, os pequenos devem ser acompanhados por uma terapia intensiva de fala para obter o melhor resultado possível do dispositivo", completa Aquino.


As crianças são consideradas candidatas viáveis quando:

- Têm perda auditiva severa ou profunda em ambos os ouvidos.
- Teriam pouco ou nenhum benefício através do uso de aparelhos auditivos.
- São saudáveis e quaisquer condições médicas não comprometem a cirurgia.
- Compreendem (quando possível), juntamente com seus pais, seu papel no uso bem-sucedido do implante.

Já os adultos podem se qualificar para a implantação coclear independentemente de terem perdido sua audição antes ou depois de aprenderem a linguagem, desde que tenham estabelecido um código linguístico baseado na linguagem oral (aprenderam a falar ou compreender a fala pelo menos em algum grau, ainda que com uso de leitura orofacial). Aqueles adultos que aprenderam o idioma antes de perder a audição normalmente têm maior sucesso com os implantes cocleares. São elegíveis para um implante se:

- Têm perda auditiva severa ou profunda em ambos os ouvidos.
- Recebem pouco ou nenhum benefício dos aparelhos auditivos.
- Não há problemas médicos que possam colocá-los em risco durante a cirurgia.

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