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Estado de Minas

Técnica revolucionária desenvolvida por cirurgião plástico brasileiro leva o transplante capilar a uma nova era


postado em 12/12/2017 13:00

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Segundo a mais recente pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês), o Brasil realizou 1,22 milhão de procedimentos plásticos em 2015. Em 2013, o Brasil esteve em primeiro lugar no ranking dos países que mais faziam cirurgias plásticas no mundo. Nos últimos dois anos esse número entrou em queda, mas, mesmo assim, o País permanece em segundo lugar na lista, superado apenas pelos Estados Unidos que, em 2015, registraram 1,41 milhão de cirurgias.

Em 2016, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica contabilizou um total de 1.472.435 procedimentos em território nacional. Destes, mais de 17 mil cirurgias foram de implante capilar. De acordo com dados da Associação Internacional de Transplante Capilar (International Society of Hair Restoration Surgery ? ISHRS), desde a divulgação na Revista Forum, principal publicação científica da especialidade, houve um aumento significativo em diversos países na prática da associação da técnica FUE (Follicular Unit Extraction) com a DNI (Dull Needle Implanter), criada pelo médico brasileiro Dr. Mauro Speranzini, que é presidente da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC).

A grande evolução da técnica FUE com DNI (em português: implanter com agulha sem corte) está na utilização do implanter adaptado que dispensa o uso da pinça durante o procedimento. É uma espécie de caneta com uma agulha sem corte na ponta, que faz as vezes da microcânula. Com ele, é possível realizar incisões bastante delicadas na área calva, com cerca de 0,5 mm, em vez do tradicional 1mm.

"A diferença entre o sucesso e o fracasso da fixação e crescimento do cabelo transplantado no couro cabeludo está em, durante a cirurgia, o cirurgião manipular o mínimo possível as unidades foliculares, enxertá-las rapidamente e manter a circulação sanguínea local intacta. As três necessidades são 100% atendidas com a técnica", explica Mauro Speranzini.

Além de ser ainda menos invasiva, a aplicação da FUE com DNI traz benefícios como: menor trauma, pós-operatório indolor e mais curto; melhor irrigação sanguínea, maior densidade e nascimento de fios e redução das cicatrizes ? que já não são lineares e permitem o uso de qualquer corte de cabelo. Contudo, por si só, ela não é sinônimo de milagre.

É fundamental ressaltar que a calvície é progressiva, portanto o transplante capilar não faz a calvície cessar. Os fios transplantados geralmente não caem, mas os remanescentes que já possuem a informação genética de queda, sim. Para um resultado de excelência, além do médico ter bastante experiência, são necessários equipamentos cirúrgicos avançados e uma equipe bem treinada. "Por outro lado, o paciente deve ter área doadora suficiente para uma boa cobertura da área calva e uma expectativa realista sobre o resultado possível de ser alcançado em cada caso", ressalta o médico.


MAURO SPERANZINI
Formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em 1987. Fez residência médica em cirurgia geral no Hospital das Clínicas e residência médica em cirurgia plástica no Hospital dos Defeitos da Face. Obteve Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Foi médico assistente no Hospital Pérola Byington. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Associação Internacional de Transplante Capilar (ISHRS). Defendeu tese de Mestrado pelo Departamento de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da USP. É especialista em Transplante Capilar e de Barba, bem como em Otoplastia. É presidente da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar ? ABCRC para o biênio 18/19. Referência internacional, Mauro Speranzini ministra aulas, palestras e também coordena e dirige simpósios e workshops em países das Américas, Ásia e Europa.


Website: http://clinicasperanzini.com.br/curriculo/dr-mauro-speranzini/

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