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Estado de Minas

Banco Central reduz a taxa Selic pela décima vez


postado em 08/12/2017 11:45

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Na última quarta-feira (06), o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central, reduziu pela décima vez consecutiva a Selic, taxa básica de juros brasileira. A taxa, que estava em 7,5% ao ano, teve queda de 0,5 ponto percentual, e agora passa a ser de 7,0% ao ano.

Além do corte realizado, o Banco Central sinalizou a intenção de reduzir os juros novamente no próximo encontro do Copom, que deve ocorrer em fevereiro do ano que vem. A tendência de baixa é de 0,25 ponto percentual, podendo atingindo um novo piso histórico.

Porém, a instituição também deixou claro que pode mudar as perspectivas de corte na Selic dependendo do caminho que a reforma da Previdência seguir. Isso quer dizer que, se a reforma não emplacar no Congresso, o Banco Central pode manter a Selic em 7% nos próximos meses.

A queda da taxa e todo o conjunto de indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Comitê do Banco Central, mostra um ensaio da recuperação gradual da economia brasileira.

Histórico de quedas

O Banco Central disponibiliza em seu portal na internet o histórico da taxa Selic a cada reunião do Copom, desde 1996 até 2017. Segundo dados da tabela, a Selic nunca chegou a um patamar tão baixo durante todo o período presente no histórico.

Em 2013, a taxa chegou bem próximo do patamar atual, alcançando a marca de 7,12%, mas em seguida voltou a crescer. A taxa engatou uma sequência de crescimento até agosto de 2016, quando chegou a 14,15%. Desde então, o Copom tem encerrado suas reuniões anunciando cortes consecutivos.

Rendimento da poupança

Com a nova queda da taxa Selic, o rendimento da poupança também deverá cair. O motivo está relacionado a um gatilho criado em maio de 2012, que muda a regra de cálculo remuneração da poupança quando a Selic é igual ou menor que 8,5%.

Neste sentido, a poupança passa a render 70% da Selic mais Taxa Referencial. Em um cenário em que a Selic esteja acima de 8,5%, a poupança passa a render 0,5% ao mês mais Taxa Referencial.

Se o COPOM continuar reduzindo a taxa Selic em suas próximas reuniões, como é estimado pelos analistas do Banco Central, a poupança renderá ainda menos. A perspectiva é que a taxa caia de 7,0% para 6,75% ou até mesmo 6,5%.

A taxa básica de juros segue em queda, mas a taxa real e juros bancários estão altos. Essa nova redução da Selic fez o Brasil cair do terceiro para o quarto lugar no ranking mundial de juros reais, ou seja, os juros calculados descontados a inflação prevista para os 12 meses.

No Brasil, os juros básicos estão em 7% ao ano e a taxa real soma 2,88, atrás apenas da Turquia, Rússia e Argentina. Comparado aos padrões internacionais, os juros bancários brasileiros seguem elevados.

A inflação brasileira, medida pelo IPCA está em 2,7%, segundo os dados mais recentes. Com a Selic atual, a taxa real é de 4,19%. Já no mês de outubro de 2017, os juros reais eram de 4,67%.

Comparado ao mesmo mês em 2016, quando a Selic estava em 14,25%, pouco mais que o dobro do que se encontra agora, a inflação era de 7,87% e ainda assim, os juros eram de 5,91% ao ano.

Diante destas mudanças, os brasileiros podem se sentir perdidos. O mais importante para quem busca valorizar capital, é buscar investimentos mais rentáveis que a poupança. Quem está disposto a pesquisar, certamente encontrará opções interessantes, tanto na renda fixa quanto na renda variável.

Website: https://blog.toroinvestimentos.com.br/rendimento-poupanca-juros

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