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Estado de Minas

Por que devo diversificar minha carteira de investimentos?

Um dos principais erros do investidor pessoa física é o excesso de concentração. Está aí, sem dúvida, um caminho rápido e eficiente para a falência


postado em 30/11/2017 10:15

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Sabe aquela dica única e certeira que irá fazer o investidor enriquecer da noite para o dia? Bem, ela não existe. Não importa se o investimento é em renda fixa ou variável: não existe fórmula mágica. O segredo está em saber montar uma boa carteira de investimentos, que encontre o equilíbrio entre ativos menos arriscados e aqueles de risco mais elevado. Equilíbrio esse que também varia conforme o perfil de risco de cada investidor, assim como sua capacidade financeira e seus objetivos para o dinheiro alocado.

Também chamada de cesta ou portfólio, a carteira é o conjunto de aplicações do investidor, seja pessoa física ou jurídica, que pode reunir vários ativos financeiros: ouro, dólar, ações, fundos, produtos de renda fixa e criptomoedas. Uma carteira balanceada e bem diversificada dilui os riscos de perda e potencializa os retornos. Se houver perdas de um lado, pode-se ter ganhos do outro.

Assim, a equação parece simples. No entanto, na prática, não é isso que acontece. "Um dos principais erros do investidor pessoa física é o excesso de concentração. Todos querem aquela dica esperta e única, para concentrar seu portfólio e multiplicar 20 vezes o patrimônio. Está aí, sem dúvida, um caminho rápido e eficiente para a falência", argumenta Felipe Miranda (goo.gl/4boZsb), sócio-fundador e estrategista-chefe da Empiricus (www.empiricus.com.br).

POR ONDE COMEÇAR?

Antes de mais nada, o primeiro passo para quem quer investir é montar o colchão de liquidez ? uma reserva de emergência para momentos de imprevistos, como desemprego ou despesas médicas. É recomendável guardar entre seis e 12 meses dos gastos médios mensais nessa reserva. Aqui, a preferência é para investimentos que permitem resgate a qualquer momento e com o menor risco possível, como, por exemplo, o Tesouro Selic e bons fundos DI baratos (goo.gl/9gVw2h).

Se o investidor já tem a reserva financeira, mas não tem muito dinheiro para investir, pode procurar alternativas mais atrativas para médio e longo prazos no Tesouro Direto (goo.gl/dAhRnH), como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+, com a possibilidade de investir a partir de R$ 30. Ou ainda títulos privados que tenham garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que cobre até R$ 250 mil por CPF. Nestes casos, bons CDBs (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, podem ser uma alternativa.

"Papéis emitidos por organizações privadas, como bancos e empresas, têm maior risco do que os do governo e, por isso, devem prometer um retorno acima dos títulos públicos", destaca a planejadora financeira Beatriz Cutait (goo.gl/9L4HgJ), responsável pela série Você Investidor da Empiricus.

ADICIONE RISCO

Para aqueles que ainda estão no estágio inicial da montagem de uma carteira, não há necessidade de olhar diretamente para a Bolsa de Valores. O primeiro passo em um ativo de risco pode se dar pela compra de uma debênture, por exemplo.

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas que, embora apresentem certas restrições de liquidez, podem ser uma ótima opção na classe de ativos. Porém, antes de escolher uma debênture, ou qualquer título privado, é preciso investigar a saúde financeira da companhia, capacidade de pagamento, fluxo de caixa, indicadores de gestão, entre outros fatores a fim de diminuir os riscos de perda ou calote. Até porque as debêntures não contam com a garantia do FGC.

Posteriormente, o investidor pode optar por adicionar um pouco mais de risco à sua carteira com a renda variável, seja pela compra de ações de empresas listadas na Bolsa propriamente dita, seja por meio de um fundo de ações, em que é possível fazer uma boa diversificação de ativos com menos dinheiro. Outra boa opção é investir em bons fundos imobiliários (FIIs) que além de terem um potencial de valorização de suas cotas pagam rendimentos periódicos e são isentos de Imposto de Renda.

Toda carteira de investimento diversificada também precisa ter seguros ou hedges (proteção). São eles que irão proteger o patrimônio em cenários adversos. Boas alternativas para operações de proteção são: ouro e dólar ? que tendem a se valorizar em momentos de crise ? ou opções de ações. Assim, se algo acontecer, apesar de o investidor perder dinheiro no curto prazo, a parte protegida compensa, ao menos, uma parcela das perdas no restante da carteira.

QUANTO COLOCAR EM CADA UM?

Nenhum investimento é definitivo e a carteira pode variar conforme o investidor e a situação econômica e política no Brasil e no mundo. Por exemplo, pessoas com perfis mais conservadores podem alocar até 70% da carteira em renda fixa e dividir o resto entre ações e fundos multimercados. Já quem tem o perfil mais moderado pode aplicar em torno de 60% em renda fixa e o restante em ações, multimercados e fundos imobiliários. O investidor mais agressivo por sua vez costuma trabalhar com 30% em renda fixa, destinando a maior fatia do dinheiro às outras modalidades de investimentos.

Para saber mais sobre diversificação da carteira acesse a série Você Investidor, assinada por Beatriz Cutait, planejadora financeira CFP® da Empiricus. A série conta com materiais exclusivos sobre o tema, com recomendações por faixa de investimento e com indicações de como começar a jornada em Bolsa.


Website: https://www.empiricus.com.br/produtos/voce-investidor/?XE-ME-DINO-X-X-X-REF-X-X

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