Publicidade

Estado de Minas

O sonho de ser o próprio chefe pode estar mais perto do que se imagina


postado em 15/09/2017 18:30

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Tornar-se chefe de si mesmo é o sonho de 38 milhões de brasileiros, e grande parte deles encontra em modelos de franquias a chance de realizar esse desejo. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising, o mercado de franquias cresceu 8,3% em 2016, e o número de unidades em operação em todo o Brasil totalizou 142.593, o que representa uma expansão de 3,1% em comparação com 2015.

Conheça a seguir histórias diferentes, de pessoas que tiveram coragem e ousadia para empreender, mas também de mergulhar em universos, até então, completamente desconhecidos.

1. O ex-flanelinha que fatura milhões
O jovem Roberto Gonzaga, de apenas 24 anos, começou a trabalhar ainda cedo, aos 11. Ele cuidava de carros em uma feira organizada no bairro onde vivia, em São Paulo. Em seguida, tornou-se vendedor de cursos de inglês e então comerciante de serviços de limpeza para empresas na rede de franquias JAN PRO Brasil. Roberto teve o primeiro contato com a marca aos 18 anos. Por causa de dificuldades de adaptação, atuou apenas seis meses como funcionário da franqueadora e migrou para uma empresa concorrente. Com certeza, ele não imaginava que por causa de seu bom desempenho, seria convidado, oito meses depois, a retornar à sua antiga casa, não como vendedor, mas como gerente, responsável pelas vendas e pelos treinamentos dos novos franqueados.
Depois de se tornar o terceiro maior vendedor de serviços da rede no mundo, Roberto abriu sua própria franquia. Grande parte dos R$ 7 mil investidos na franquia, era resultado do acúmulo do valor depositado mensalmente no vale refeição. Mas o esforço valeu a pena. Roberto emprega hoje 170 pessoas, presta serviços a dezenas de escritórios, academias e condomínios e estima um faturamento de R$ 4,5 milhões para o final de 2017.

2. O bandeirinha que vende comida mineira na caixinha
Há um ano, Renato de Assis Miranda tem aliado suas duas grandes paixões, a arbitragem e a gastronomia. O empreendedor acumula quase 20 anos de experiência no setor de logística da indústria automobilística, com passagens por empresas como Pirelli, General Motors e Volkswagen. Fez curso para árbitros da Federação Paulista de Futebol e passou a atuar em partidas jogadas pelos times do estado de São Paulo. A decisão de investir nessa nova carreira não foi tomada do dia para a noite. Renato e o irmão atuaram por anos em campeonatos amadores na região de São Bernardo do Campo, antes de se profissionalizarem.
Mesmo com a escala imprevisível dos jogos, Renato não teve dúvidas em participar do programa de demissão voluntária da Volkswagen em 2016. Ele tinha um grande projeto em mente: abrir um negócio no segmento de alimentação. E não há como negar que ele mergulhou no empreendimento. Durante os três primeiros meses, Renato exerceu a função não apenas de franqueado, mas também de cozinheiro. Ele próprio era o chefe de cozinha da sua unidade, tamanha sua paixão pela gastronomia, e embora tenha deixado a função, continua mantendo um olho na cozinha. Ele garante que, enquanto puder, continuará atuando dentro de campo e dentro de sua unidade da Mineiro Delivery.

3. O produtor cultural que investiu no setor de lingeries
Maércio Aranha Rezende Neto tinha dez anos de experiência na área artística quando decidiu mudar totalmente de rumo e abrir uma franquia da rede de lingeries Hope.
Antes de adquirir uma unidade em Campinas, Maércio trabalhou em estúdios de música lidando diretamente com a gravação de jingles para TV e em uma produtora de eventos musicais para centros culturais.
No entanto, chegou um ponto em que sentiu a necessidade de fazer algo diferente. Inúmeras pesquisas foram realizadas, mas o negócio ideal não foi encontrado. A ideia de abrir uma franquia surgiu totalmente ao acaso. Maércio visitava o pai quando leu em uma revista semanal que o mercado de franquias estava em alta. A reportagem lhe chamou a atenção e ele acessou o site da Associação Brasileira de franchising a fim de analisar as opções disponíveis. Maércio encontrou uma boa proposta em Valinhos e reinaugurou uma loja que já existia na cidade em junho de 2016. Desde então, o retorno tem sido melhor que o esperado. "Esse é o projeto da minha vida, e acho que comecei muito bem", assegura.

4. De especialista em gestão de contact center a empresária do ramo de corte e costura
Heide Cristina Mezadri é formada em pedagogia, mas se tornou especialista em gestão de contact center. Atuou como gerente na área de call center de uma empresa por muitos anos até ser demitida como resultado do processo de fusão sofrido pela companhia. Ao invés de deixar se abalar pela má notícia, resolveu avaliar suas opções a fim de decidir se investiria na abertura do próprio negócio ou se continuaria a tentar uma recolocação no mercado de trabalho. Durante a pesquisa de algumas marcas de rede de franquias, identificou-se com a Sigbol Fashion, rede especializada no segmento de corte e costura. Ela descobriu que sua filha, formada em moda, havia feito um curso na empresa, antes de ingressar na faculdade, e notou que investir em uma franquia da rede poderia ser uma boa oportunidade. Apenas dois anos depois de ficar desempregada, inaugurou, em julho de 2014, sua própria unidade. Hoje, elas e dedica à gestão do negócio, enquanto a filha ministra as aulas.

5. A corretora de imóveis que se tornou vendedora de tratamentos estéticos
Viviane Gonçalves de Almeida Araújo trabalhou no setor imobiliário por cerca de 12 anos, cinco deles na área administrativa, e seis como gerente de vendas. Graças à sua profissão, conheceu a Emagrecentro, rede de emagrecimento e estética, da qual se tornou franqueada.
Sua vida mudou de cabeça para baixo quando sua irmã, também corretora de imóveis, descobriu que a única franqueadora da rede em Aracajú, Sergipe, estava passando o ponto de sua unidade. Beneficiada pelo boom imobiliário, Viviane economizou dinheiro por muitos anos com o intuito de abrir seu próprio negócio, e foi avisada pela irmã da oportunidade que havia surgido. Formada em radiologia médica, e com diversos estágios na área de saúde acumulados no currículo, a então corretora de imóveis tinha o desejo de atuar, de fato, no setor de saúde, e a ideia de conciliar essa aspiração com os planos de abrir o próprio negócio pareceu perfeita.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade