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Estado de Minas

Curso para pacientes reumatológicos reúne quase 500 pessoas em Florianópolis

?Tem que ser otimista, não dá para ficar sentado chorando de dor" - Maria Sassi da Silva, paciente.


postado em 14/09/2017 11:30

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Além das atividades técnico-científicas que estão sendo realizadas para médicos na 34ª edição do Congresso Brasileiro de Reumatologia, que iniciou nesta quarta-feira (13/09) e segue até sábado, no Centrosul, em Florianópolis, aproximadamente 500 pacientes, cuidadores, profissionais de saúde e familiares participaram neste primeiro dia de evento do curso Educação em Saúde para Pessoas com Doenças Reumáticas.

"Conseguimos reunir um número significativo de pessoas de várias partes do Estado para este curso gratuito e temos certeza que alcançamos o principal objetivo: oferecer conhecimento sobre as doenças reumatológicas e as formas de promover mais qualidade de vida aos pacientes. A reunião de muitas histórias, muitos casos clínicos e o convívio foi excelente. Tivemos um dia muito gratificante", declara a médica reumatologista que integrou a equipe organizadora deste curso, Giovana Gomes Ribeiro.

Há 15 anos Maria Silvana Sassi da Silva convive com a artrite reumatoide. Comenta que sentia dores e não sabia o que era e que teve que se encher de coragem para continuar investigando qual era o seu problema após uma cirurgia ortopédica que acabou não aliviando as dores. Moradora de Brusque, esteve em Florianópolis para participar do curso acompanhada do marido Nilton Carlos da Silva. "Tem que ser otimista, não dá para ficar sentado chorando de dor. Exercício físico é fundamental, assim como ser acompanhado por um bom profissional médico", comenta.

João Carlos Crespi, de Blumenau teve diagnosticada doença reumatológica aos 14 anos. Optou por não seguir o tratamento e durante toda sua vida, realizou procedimentos para tentar aliviar as dores, até que, aos 50 anos, iniciou um tratamento com médico reumatologista. "Hoje tenho mais qualidade de vida, consigo me locomover melhor porque a ciência tem contribuído muito para que a gente consiga conviver com essa doença. Mas até iniciar o tratamento correto, eu sofri muito", esclarece.

Lucas Liz Granemann, estudante de Enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), participou do curso para ampliar seus conhecimentos. "A troca de experiências com os pacientes foi enriquecedora. As palestras têm linguagem acessível e são esclarecedoras", avalia.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm algum tipo de doença reumatológica e, entre elas, as mais comuns são artrose, artrite reumatoide, lúpus, gota, osteoporose e fibromialgia. Estas doenças não têm cura, mas o tratamento, quando acompanhado por especialistas, tende a diminuir a gravidade e o impacto na qualidade de vida dos pacientes.

"Esta é uma questão muito importante: ampliar a informação. Uma dor aparentemente ortopédica, por exemplo, pode ser uma doença reumatológica. Encerramos esse dia de curso para pacientes com grande satisfação porque pudemos compartilhar e ampliar conhecimento", declara o presidente do Congresso Brasileiro de Reumatologia, o médico Ivanio Pereira.

Serviço:
O que: 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia
Quando: 13 a 16 de setembro das 8h às 18h
Onde: Centrosul ? Florianópolis ? SC
Informações: www.sbr2017.com.br



Website: http://www.sbr2017.com.br

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