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Estado de Minas

Os problemas de autoestima por trás de um suicídio e o que fazer sobre isso

Ter sofrido ofensas e humilhações na infância e adolescência é um fator de risco avassalador para querer morrer.


postado em 04/09/2017 17:45

(foto: Dino)
(foto: Dino)
A resposta mais comum para essa resposta é a desesperança, mas segundo um recente estudo científico brasileiro, outros três elementos têm um papel fundamental: os sentimentos de desconexão e de vazio e problemas de autoestima. Esse é o resultado de uma das maiores pesquisas na área já feito no Brasil pelos pesquisadores Rafael Moreno, Gustavo Ottoni e Diogo Lara do Rio Grande do Sul.

O estudo mais recente do grupo identificou que a história de abuso emocional, como ter sofrido ofensas e humilhações na infância e adolescência, é um fator de risco avassalador para querer morrer. Entre os 71.429 participantes da pesquisa pelo site www.temperamento.com.br, quem passou por muitas dessas experiências tem 22 vezes mais chance de ter tentado se matar com a real intenção de morrer.

- Esse é um dado alarmante ? comenta o psiquiatra Diogo Lara, coordenador da pesquisa pela PUC-RS. ? Para se ter um comparativo, nessa mesma população ter duas ou mais pessoas na família que se mataram aumenta em 8 vezes a chance de tentar se matar.

Em contrapartida, ter passado por falta de carinho ou abuso sexual aumentaram de 2 a 3 vezes o risco de uma tentativa de suicídio, enquanto abuso físico e falta de condições materiais não tiveram influência.

O que levaria o abuso emocional a ter um impacto tão profundo?

- Somos serem sociais e afetivos. Quando uma criança é ofendida ou humilhada, principalmente pelos pais, criam-se feridas profundas na autoestima dela e o sentimento de desconexão ? explica Diogo Lara, que recentemente lançou um "romance de autoconhecimento" intitulado Autoestima (www.autoestima.me).

O que fazer para prevenir e resolver problemas de autoestima

A mensagem mais clara desse estudo é advertência aos pais do impacto negativo de falar coisas que machucam emocionalmente seus filhos. Felizmente, quem já passou por essas experiências não precisa carregar essas marcas para sempre.

- Existem terapias muito eficazes para amenizar o impacto emocional dessas memórias, como EMDR, Brainspotting e Experiência Somática, o que ajuda muito a ter uma autoestima boa - comenta o psiquiatra.

O livro Autoestima conta a história de uma médica abalada por uma traição afetiva e outros cinco brasileiros que partem para um retiro na Escócia com um psicólogo especialista nessas técnicas de alto impacto. O leitor passa a ser o sétimo participante do seminário, onde revisa a sua biografia e faz o processamento das suas memórias dolorosas indiretamente através dos personagens.

Um foco particular do livro é sobre a autoestima frágil, que se caracteriza por alta sensibilidade emocional a críticas e rejeição, se culpar demais e ter a necessidade de agradar ou de dizer "não". Esse perfil é bem mais comum do que a autoestima baixa e está presente em cerca de 50% das pessoas, sendo particularmente expresso nas que sofreram mais abusos verbais ao longo da vida.

Em função do resultado transformador que o livro tem gerado nos leitores, haverá uma promoção durante o Setembro Amarelo, mês de prevenção do suicídio. Para cada livro encomendado no site www.autoestima.me será enviado mais um exemplar gratuitamente para dar de presente, além de serem repassados 5 reais como doação para o CVV (Centro de Valorização da Vida). O ebook também pode ser adquirido pela www.amazon.com.br


Website: http://www.autoestima.me

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