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Estado de Minas

A recuperação econômica como perspectiva de um Novo Brasil

"É assim que temos entendido nosso mercado, nossos clientes e parceiros, inovado e conquistado marketshare?, afirma Maurício Harger, Presidente da Mexichem


postado em 04/09/2017 11:00

(foto: Dino)
(foto: Dino)
O Brasil vive hoje um de seus momentos mais importantes no século XXI. Evidencia-se um período de incertezas políticas, econômicas e culturais em seu mercado doméstico. Porém, ao mesmo tempo, investidores internacionais ainda acreditam no potencial do país por meio de um índice de IED ? Investimento Externo Direto ? que se manteve nos últimos cinco anos. Mas quais as perspectivas do mercado para o Novo Brasil? Quais as características do mercado - e do consumidor ? brasileiro dentro deste cenário de recuperação econômica? Esses foram os pontos tratados por mais de 50 CEOs das maiores empresas do país durante iniciativa do WTC Business Club em São Paulo.

"Ou entende-se o consumidor, ou a empresa estará fadada ao esquecimento". Foi assim que Renato Meirelles ? Presidente do Instituto Locomotiva ? iniciou sua provocação. Vive-se hoje um ambiente de mudanças de paradigmas no Brasil, no qual 2/3 da elite econômica nacional não tem ensino superior e 68% dessa classe A/B se utilizou de transporte público no último mês.

Alinha-se a essa mudança de paradigma relacionada ao sucesso financeiro que o Brasil tem ainda uma lacuna grande a ser resolvida ? a distribuição de renda. De acordo com dado do Instituto Locomotiva, mais da metade dos trabalhadores brasileiros ? formais e informais ? ganham até R$1.220,00 por mês. Dentro da reestruturação de uma economia, portanto, faz-se necessário entender quais os novos padrões de consumo, quais comportamentos e os tipos de interação que os consumidores desejam ter. A questão a ser observada é que não há mais a constituição de tribos permanentes. As pessoas se unem por um determinado motivo e local momentâneo.

Assim, compreender o consumidor aparece cada vez mais como um dos grandes desafios corporativos para a geração de um ambiente de negócios melhor e mais eficiente. Porém, para o CEO do Américas Serviços Médicos ? Luiz De Luca ? não se faz necessário entender somente o seu público-alvo. A saída reside na compreensão de toda a cadeia de valor, fornecedores, clientes, acionistas e funcionários.

Maurício Harger ? Presidente da Mexichem ? vai ao encontro da visão de De Luca ao afirmar que a grande maioria de suas ações tem sido através do envolvimento de todo o seu time, a fim de se criar um movimento colaborativo interno, culminando na mudança cultural da empresa: "É assim que temos entendido nosso mercado, nossos clientes e parceiros, inovado e conquistado marketshare".

Para que se tenha um movimento com os fornecedores e clientes, porém, se faz necessário olhar para dentro de casa. O General Manager da ECOLAB ? Luis Gustavo Pereira ? menciona todo o empenho em gerar o maior engajamento de seus colaboradores, isto é, fazer com que eles tenham orgulho de seu trabalho e enxerguem seu resultado. Isso é feito através de uma gestão completamente transparente e uma comunicação intensiva, reports e investimentos nos talentos da organização, contribuindo para sua sustentabilidade e visão de futuro.

Porém, sem a confiança dos investidores da empresa, não seria possível qualquer tomada de decisão. Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil, menciona a importância da geração desta visão de longo prazo dentro de sua organização. Fruto disso, o executivo menciona os mais de três bilhões de reais investidos pela empresa suíça nos últimos cinco anos.

Assim, na visão de mais de 80% dos CEOs e Presidentes presentes, o Brasil hoje não vive uma crise de seus valores, mas sim uma reforma deles, os quais regerão a recuperação econômica a partir de 2018. O Novo Brasil não se mostra somente como perspectiva para um novo ciclo de crescimento, mas também como um divisor de paradigmas para um cada vez maior fortalecimento de suas instituições públicas e privadas.

Website: http://www.wtcclub.com.br

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