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Estado de Minas

Segundo dados, setor de vinhos finos cresce mesmo com a crise


postado em 30/08/2017 15:15

Os números do mercado de vinhos surpreenderam os especialistas no ano passado, mesmo com a crise econômica aguda que o país estava passando os brasileiros aumentaram o consumo de vinhos finos, o volume atingiu 11,5% desse tipo de vinho, mas o valor apresentou queda de 3,4%. A grande surpresa vem do fato de que em 2015 o mercado apresentava resultado muito ruim.

A influência da queda no valor é incerta, porque até o final de 2016 o Brasil estava em um momento tumultuado política e economicamente falando, o que afeta diretamente o mercado de vinhos, pois as mudanças cambias interferem diretamente no preço dos importados. É importante lembrar que que houve uma variação de 31% no câmbio de janeiro a setembro daquele ano por causa da transição de governo por conta do impeachment presidencial.

Mas de acordo com o Instituto Brasileiro de Vinho (Ibravin) de modo geral os números revelam que a variedade de vinho que mais sentiu a crise foi o de mesa, houve diminuição de 20% desse, enquanto o vinho fino a queda foi somente de 2,8%.

Há entretanto pequenas variações nos dados quando a análise dos números é feita por segmento, é considerado os três tipos de vinhos mais importantes. Levando em conta apenas os vinhos finos ? excluindo Champanhes e Espumantes ? houve um aumento de 0,7% no valor e de 12,8% no volume, lembrando que o setor vem sendo afetado por produtos com preços menores. Na comparação, os valores estão semelhantes aos praticados em 2012, porém apresenta um aumento de mais de 21% no volume.

O que gera maior competitividade e traz diminuição dos preços são os grandes comerciantes e o e-commerce, por trabalharem apenas com esta atividade possuem carga tributária menor, e assim vendem com preços mais baixos, por conta também do grande poder nas vendas e influência no mercado, negociam com os produtores preços melhores nos vinhos finos para suprir essa categoria.

No ranking de exportações estão o Chile, a Argentina e Portugal, este vem se recuperando, o vinho português vem ganhando espaço no mercado mundial novamente e tem demonstrado bons resultados.

No ano passado o Chile ficou em primeiro lugar, com resultado de quase 44% no valor e 48% no volume exportado de modo geral, porém levando em conta a categoria dos finos o aumento no valor foi de quase 50%. O crescimento desta categoria chegou a quase 18% no volume e 14% no valor. Este país está bem consolidado no mercado brasileiro com uma boa estratégia comercial, e não somente no Brasil, mas também vem mostrando um bom desempenho em outros países.

A Argentina ocupou o segundo lugar no ranking mesmo com queda acentuada em torno de 30% considerando os últimos cinco anos, este país tem muita dificuldade no setor e não consegue imprimir vantagem competitiva, o preço do vinho argentino é 13,3% maior que os do Chile e 15% maior que o de Portugal. No ano passado só ficou em segundo lugar porque teve alta de 11,4% no volume, mas teve redução de 6,8% no valor.

E em terceiro aparece o vinho português como preferido, o vinho de Portugal volta a ser o número três no ranking e vem se posicionando no cenário mundial. O valor do vinho português cresceu quase 10,5% no valor e mais de 11% no volume. Em uma comparação com 2010 o crescimento no volume foi 35%.

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