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Estado de Minas

Consumidor quer som e imagem de cinema em casa


postado em 28/08/2017 13:15

Consumidor quer som e imagem de cinema em casa

Segundo Igor Krauniski, gerente de produto da LG, o consumidor deseja ter em seu aparelho de televisão som e imagem cada vez mais parecidos com a experiência da sala de cinema. Esse é um dos motivos pelos quais a fabricante tem apostado no desenvolvimento de modelos OLED com resolução 4k e HDR e aprimorado o sistema de som com o Dolby Atmos, que tem foco em sons de objetos e capta o áudio de forma minuciosa.

Apesar do desejo, a penetração desse tipo de aparelho de alta tecnologia no mercado brasileiro ou internacional ainda é pequena. Mike Bergman, diretor sênior de tecnologia e padrões do CTA (Consumer Technology Association) apresentou alguns dados do mercado americano. São 38 milhões de aparelhos de televisão instalados nos EUA, o que significa penetração em 96% dos lares. A adesão às smartvs no país é grande, com estimativa de fechar 2017 com 70% de penetração.

Bergman apresentou pesquisas que indicam que o americano passa em média 16,8 horas assistindo a vídeos em variadas fontes e em vários dispositivos. Cerca de 52% do tempo ainda é na televisão. Entre os consumidores americanos, 67% têm acesso ao conteúdo de TV por assinatura e 68% ao conteúdo por streaming.

O mercado brasileiro tem dados semelhantes ao americano na penetração de smartvs. Segundo José Francisco Alvarenga, assessor da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), a estimativa é que as smartvs correspondam a 70% do mercado. Em relação à venda de aparelhos, houve quedas entre 2014 e 2015 e entre 2015 e 2016. O setor espera uma melhora em 2017. O primeiro semestre do ano, comparado ao de 2016, já registrou 28% de aumento. Alvarenga acredita que o movimento tem a ver com o saque do FGTS inativo.

A moderação do painel, que aconteceu na tarde do dia 24 de agosto, foi de Alberto Paduan, consultor da SET.

5G poderá redefinir algumas indústrias

Lisa Hobbs, da área de soluções de mídia da Ericsson, falou sobre os impactos do 5G nesse setor em painel que aconteceu no Congresso SET na manhã de 24 de agosto.

Segundo a executiva, os novos hábitos de consumo colocam pressão nos broadcasters que têm que levar conteúdos a diversos dispositivos e de forma relevante, especialmente para os millenials. Tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada, que são tendências de consumo, serão beneficiadas com a maior capacidade de dados.

Para Francisco Giacomini Soares, diretor sênior de relações governamentais da Qualcomm, o 5G irá redefinir diversas indústrias. "Pode melhorar a segurança pública, com o uso de drones, por exemplo. Melhora o setor de energia, logística e cidades com infraestrutura sustentáveis, entretenimento e experiências imersivas", ressaltou.

Emilio Loures, diretor de políticas públicas da Intel, observou que até chegar o 5G, o 4G ainda vai evoluir e atender o mercado. "Não é TV digital, não tem switch off. Temos um caminho longo a percorrer com o 4G e 3G antes de entregar a tecnologia 5G", disse o executivo. "O 5G é a ruptura de muitos paradigmas em relação ao 4G, mas não é novidade. O 4G já foi pensado para atender dados, diferente do 2G e do 3G, mais focados em voz".

O painel foi moderado por Paulo Ricardo Balduino, diretor de planejamento de TV/ espectro da ABERT.

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