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Estado de Minas

Em época de crise, quem oferece bolsas de estudo ganha mercado

A demanda por bolsas de estudo deu um salto após 2015, quando o Ministério da Educação fez cortes significativos para o Fundo de Financiamento Estudantil


postado em 24/08/2017 15:45

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Com o cenário atual de alta taxa de desemprego instalado no Brasil e a redução das vagas oferecidas por programas como o Fies e Prouni durante o ano de 2015, empresas que oferecem bolsas de estudo através de parcerias com instituições de ensino privado têm prosperado com o momento econômico desfavorável. A demanda por bolsas de estudo deu um salto após 2015, quando o Ministério da Educação fez cortes significativos para o Fundo de Financiamento Estudantil. O estudante de baixa renda, ficou sem alternativas para cursar o ensino superior privado, e as instituições de ensino perderam uma importante fonte de renda. A partir daí, cresceram as oportunidades para empresas que intermedeiam bolsas de estudos entre alunos de baixa renda e instituições com vagas ainda não ocupadas.

Empresas como Quero Bolsa, Neora e Educa Mais Brasil experimentaram um crescimento de até 50% somente em 2016, como reflexo da redução da oferta de vagas oferecidas pelo Fundo de Financiamento Estudantil pelo Governo Federal. O crescimento da oferta de bolsas parciais de estudo foi a alternativa que os grupos educacionais encontraram para remediar a escassez de recursos do Governo Federal, que foram o combustível durante vários anos para o crescimento do setor privado de educação, especialmente para o nível superior.

O negócio é bom para todos: o estudante que está economicamente vulnerável em momento de crise, as instituições de ensino privado, que encontram dificuldade para preencher o quadro discente em momento de crise econômica, e para as empresas que intermedeiam o negócio entre os dois grupos oferecendo descontos nas bolsas de estudo para os estudantes que comprovarem ser economicamente vulneráveis.

As instituições de ensino também possuem suas garantias, pois empresas como o Educa Mais Brasil exigem que o estudante comprove a necessidade econômica para concorrer a uma bolsa de estudos. Assim as instituições têm a garantia que não estão oferecendo vagas a estudantes que teriam plenas condições de bancar o valor integral dos cursos oferecidos.

As vagas oferecidas contemplam praticamente todos os níveis da educação no Brasil: ensino básico, de idiomas, cursos preparatórios, pré-vestibular, técnicos, de capacitação profissional, educação de jovens e adultos, graduação e pós-graduação. Segundo informado em seu portal, o Educa Mais Brasil já fechou parceria com mais de 18 mil instituições de ensino. Já a página do Mais Bolsas já tem parceria com mais de 10 mil instituições de ensino.

Também é possível observar as adaptações nos grupos educacionais de ensino superior: no passado, com o aporte financeiro oferecido pelo Governo, as instituições de ensino tinham demanda de alunos praticamente garantida, e podiam praticar os preços que bem entendiam. Hoje em tempo de crise, os reajustes anuais das instituições têm sido mais moderados, para evitar o risco de ter vagas ociosas, o que resultaria em prejuízo financeiro para os grupos.

Website: http://educamaisbrasil2018.org/

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