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Estado de Minas

Criação da World Skate deve encerrar disputa entre federações para as Olimpíadas

Por 20 anos, a CBSK trabalha pelo skate no Brasil. Não é justo que seja descartada das Olimpíadas, colocando em risco a representação qualificada dos atletas"


postado em 24/08/2017 09:30

(foto: Dino)
(foto: Dino)
A Federação Internacional de Skate (ISF) e a Federação Internacional de Esportes de Rodas (FIRS), as principais entidades mundiais destes segmentos esportivos, anunciaram a criação da World Skate, fusão que tem como objetivo estabelecer uma única plataforma para atender as necessidades de gerenciamento de todas as modalidades de skate e patins, conforme o modelo exigido pela Carta Olímpica. O acordo será efetivado durante o mês de setembro na China.

Desde 2016, quando o skate foi incluído no programa para os jogos de 2020 em Tóquio, a disputa pela representação do esporte tem gerado conflito entre entidades do setor. Isso porque, em muitos países, o skate não conta com uma federação própria alinhada com as normas do Comitê Olímpico Internacional (COI), concedendo a FIRS e suas entidades filiadas a condução do processo olímpico para o esporte.

No Brasil, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) deu à Confederação Brasileira de Hóquei e Patins (CBHP) o direito de gerir o skate brasileiro, desagradando atletas, empresários do ramo e a Confederação Brasileira de Skate (CBSK), entidade reconhecida pela ISF, com mais de 700 skatistas registrados e 80 eventos realizados por ano. "Há 20 anos, trabalhamos para construir e regulamentar o esporte no país, organizando campeonatos, validando eventos nacionais e internacionais, e oferecendo apoio para os atletas de todas as modalidades e bases. Não faz sentido que a Confederação seja agora descartada das Olimpíadas, colocando em risco a representação qualificada dos nossos skatistas", diz Alexandre Alves Costa, especialista em Direito Esportivo e presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da CBSK. O advogado enviou petições ao COI, COB, e convidou entidades do skate de países como Polônia, Argentina e Itália para engrossarem a discussão.

Estrelas do skate brasileiro como Bob Burnquist, Sandro Dias e Pedro Barros também se manifestaram através da campanha #SomosTodosCBSK, com cerca de 17 mil assinaturas e anúncio de não participação por parte de alguns atletas caso a entidade não os represente nos jogos de 2020.

"Com a união da FIRS e ISF na World Skate espera-se que o Comitê Olímpico Brasileiro revise sua decisão e reconheça a CBSK como entidade responsável pela gestão do esporte nos jogos olímpicos, como desejam os skatistas do Brasil", comenta Alexandre.

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