Publicidade

Estado de Minas

Empresários e investidores podem buscar rendas alternativas através de alugueis de curta temporada nos Estados Unidos


postado em 07/08/2017 17:15

(foto: Dino)
(foto: Dino)
As pessoas buscam cada vez mais por praticidade e conveniência, resultando em uma nova forma de consumo fruto de uma escassez econômica. Em resposta a este movimento, surgiu o termo em inglês "sharing economy", que significa economia compartilhada.

A tendência, que tem como grande aliada a tecnologia, está presente em todas as partes do mundo. Além disso, promete mudar a forma tradicional de se fazer negócios porque oferece soluções criativas tanto para empreendedores quanto para quem busca soluções acessíveis, principalmente ao se deparar com pouco dinheiro disponível.

Entre os exemplos de negócios compartilhados que seguem prosperando estão os aluguéis de temporada, conhecidos como short-term rental. Diferente dos contratos convencionais, há opções por dia, semana ou mês. São quartos, kitnet, studio ou até mesmo apartamento compartilhado, que proporcionam maior liberdade para usar serviços de lavanderia ou cozinha, e que também atendem as necessidades de quem viaja a negócios, estudos ou turismo.

De acordo com Daniel Toledo, advogado especialista em direito de imigração e diretor da Loyalty consultoria, além de ser rentáveis, o negócio é uma ótima solução para quem busca opções de investimentos nos Estados Unidos. "Só em 2016, no estado da Flórida, uma das empresas que operam neste segmento apresentou um faturamento de 273 milhões de dólares, alugando para cerca de 1 milhão e meio de pessoas", destaca.

Um apartamento de três dormitórios, de 180 mil, pode ser alugado por 1.900 dólares por mês. A manutenção fica em torno de 500 dólares por ano, além de condomínio e IPTU mais 550 dólares mensais. Líquido, mensal, sobram 1.350 dólares. "Este caso é um contrato tradicional de long term. É um período mais longo com tempo mínimo de permanência de 12 meses, sendo que o inquilino foi analisado previamente, além dos depósitos de caução, de segurança, o que minimiza o risco", aponta Daniel.

Mas se este mesmo imóvel estiver localizado no sul da Flórida e for alugado por temporada, a lucratividade aumenta. "O proprietário pode cobrar até 60 dólares a diária, e ainda por quarto. Se você considerar três dormitórios, o resultado são 180 dólares, multiplicando por 30 dias, temos 5.400 dólares. Estipulando 70% de ocupação, é possível chegar a 3.780 dólares a mais em seus ganhos mensais menos a taxa da administração, que pode ser de até 15%", orienta Toledo.

Devido à alta rotatividade, a casa ou apartamento podem sofrem danos, mas em compensação, a margem de rentabilidade dobra.

Daniel aconselha que para maximizar os ganhos, o ideal é ter a possibilidade de construir um empreendimento voltado para essa finalidade. Dessa forma, aproveita-se melhor os espaços internos adequando as necessidades do público que se pretende atingir. As pessoas que buscam o shor term querem quartos confortáveis, cozinhas e áreas de lavanderias completas, porém compactas. Se a ideia é atender um nicho mais jovem, dá para disponibilizar uma sala de jogos ou lounges que permitem convivo e interação entre os moradores.

Em Biscayne, um empresário comprou um hotel com uma estrutura bem precária. Ele conseguiu aproveitar somente a estrutura. Após o término da reforma, colocou duas camas em cada cômodo. "Hoje, ele aluga só para estudantes da universidade de Miami. São 32 quartos ao custo de 600 dólares cada leito, o que resulta em 1200 dólares por quarto", destaca Daniel.

Fundos de investimento
Para aqueles que desejam empreender no mercado de imóveis e não possuem todo o valor disponível, a opção é formar um grupo de investidores gerenciado por um banco. Com dez pessoas disponibilizando 18 mil dólares, chega-se a quantia necessária para a compra de um apartamento. "Pequenos grupos a frente de projetos menores também podem prosperar, afinal, trata-se de algo que se valoriza constantemente, independentemente do tipo de locação ", aponta o consultor.

Daniel explica que todos os projetos devem ser administrados por fundos. "Nunca coloque dinheiro na conta de empresas. Esses gestores devem estudar, desenvolver e implantar o projeto e cobrar pela sua efetivação, mas o gerenciamento financeiro deve ser feito por um banco ou pelo próprio investidor", finaliza.

*Daniel Toledo é advogado e sócio fundador da Loyalty Miami. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami/inicio.html; contato@loyalty.miami ou pelo +1 (305) 988.2283




Website: http://www.loyalty.miami

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade