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Estado de Minas

Novas evidências apontam o uso de adoçantes como alternativa para redução do consumo de calorias

"Todas as evidências de mais alta qualidade dos estudos sobre adoçantes indicam benefícios", reforça John Sievenpiper


postado em 01/08/2017 19:45

(foto: Dino)
(foto: Dino)
Os últimos resultados de estudos que avaliam o efeito dos adoçantes sobre o apetite, a ingestão de energia e o controle de peso agregam evidências convincentes em apoio ao seu uso na dieta. De acordo com novas evidências científicas, os adoçantes podem ser uma estratégia útil no controle da ingestão de calorias e, provavelmente, também podem ajudar no combate à vontade de comer alimentos doces.

Novos dados científicos, apresentados pela primeira vez no simpósio da International Sweeteners Association (ISA), durante o 24º Congresso Europeu de Obesidade (ECO) na cidade do Porto, em Portugal, estão em linha com as evidências de alta qualidade resultantes de análises realizadas em ensaios controlados, que foram discutidas em palestra de John Sievenpiper. De fato, as pesquisas individuais de até 18 meses mostraram um efeito benéfico sobre a redução das calorias e melhorias no peso corporal, e nos fatores de risco cardiometabólicos associados quando os adoçantes são usados para substituir o açúcar. "Todas as evidências de mais alta qualidade dos estudos indicaram benefícios", destacou Sievenpiper em suas conclusões finais.

Embora seja amplamente reconhecido pela comunidade científica que a substituição de alimentos e bebidas que contêm açúcares por alternativas com adoçantes pode ajudar na redução do açúcar e de calorias em geral, o efeito de bebidas dietéticas sobre a ingestão de energia, em comparação com a ingestão de água, é muitas vezes um tema controverso.

Com o objetivo de fornecer novas evidências e preencher a lacuna de pesquisas nessa área, Marc Fantino e sua equipe na França realizaram um estudo com 164 homens e mulheres saudáveis e de peso normal. Em sua apresentação, Fantino concluiu que "a ingestão de bebidas com adoçantes (660ml por dia durante um período de quatro semanas), tanto em curto quanto em longo prazo, não estimula o consumo de alimentos nem aumenta a ingestão calórica, em comparação com a água, que é proposta como substituta preferencial para as bebidas adoçadas com açúcar".

Charlotte A. Hardman também apresentou resultados preliminares de uma pesquisa em andamento, realizada pela Universidade de Liverpool, no Reino Unido, que examina os fatores psicológicos que impulsionam a ingestão de bebidas de baixa caloria em consumidores frequentes. Em suas observações finais, Charlotte observou que, com base nos resultados do estudo, "as preocupações com o peso corporal e as crenças positivas sobre o sabor e o controle do apetite são fatores-chave na determinação do consumo de bebidas com adoçantes".

Os resultados iniciais também indicam que o uso de bebidas dietéticas por consumidores frequentes é uma estratégia eficiente para combater a vontade de comer alimentos doces e reduzir com sucesso a ingestão de energia, em comparação com não consumidores desse tipo de bebida.

Durante o painel de encerramento, presidido por Maria Hassapidou, os especialistas concordaram que "analisados em conjunto, esses dados oferecem mais evidências em apoio a um argumento convincente de benefício dos adoçantes na redução das calorias em geral e no controle do peso, e rebatem o argumento de que os adoçantes têm um papel na promoção da obesidade e diabetes. Para eliminar possíveis incertezas, é preciso realizar ensaios clínicos maiores, mais longos e de alta qualidade".

No site da ISA é possível ter acesso a informações completas sobre os estudos apresentados no congresso: sweeteners.org.


Website: http://www.sweeteners.org

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