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Estado de Minas cafés especiais

Safra será do mesmo tamanho


postado em 12/07/2020 04:00

Daniel Coli

Especialista da Oficina do Espresso 

 

 Uma dúvida que paira sobre nós é de como o mercado de cafeterias, pontos de venda de cafés em grãos ou moído e demais estabelecimentos vinculados à comercialização, em qualquer nível, deste produto vão se comportar daqui pra frente, após fechar por conta da pandemia.

 

Nossa análise deve partir de uma convicção: ninguém vai parar de consumir café. Nesse sentido, entendemos que os locais que possuíam muitas mesas passarão a reduzir a capacidade; a higiene será reforçada; operadores usarão equipamentos de proteção individual para evitar contaminações; embalagens possivelmente enfrentarão adaptações na linha de produção e os órgãos fiscalizadores trabalharão com maior rigor nas medidas preventivas.

 

O que é certo é que a safra não será menor, já que estamos em um ano positivo de produção, tampouco a demanda do mercado. Neste cenário que vivemos, a força do café tem se mostrado na versatilidade dos profissionais para ministrar cursos a distância, lojas se adaptaram à modalidade “delivery” ou “to go”, e a tendência é ficarmos mais exigentes com recipientes que conservem a temperatura e as características das bebidas e, claro, com a higiene ao se consumir este ou qualquer outro produto alimentício.

 

A roda não para, o valor da memória afetiva ou do ritual de se preparar uma xícara de café não se dilui, o prazer de bebê-lo não pode ser substituído e as cafeterias precisam continuar desempenhando o importante papel nesta cadeia, entregando xícaras cheias de paixão. Valendo-me das palavras de minha amada irmã, apaixonada por café e consumidora ativa neste mercado em franco desenvolvimento, quando o assunto é o fruto mais consumido do mundo “nós bebemos histórias e honramos legados”. E isso não será mudado!

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