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Estado de Minas NOVIDADES NA QUARENTENA

Festival em casa

Fartura inaugura edição on-line com lives, cursos de capacitação e delivery de pratos em Belo Horizonte


postado em 21/06/2020 04:00

O público pode pedir músculo braseado com polenta frita do restaurante A Favorita(foto: Fotos: Fartura/Divulgação )
O público pode pedir músculo braseado com polenta frita do restaurante A Favorita (foto: Fotos: Fartura/Divulgação )
O fim de semana marca uma nova era dos festivais de gastronomia. O Projeto Fartura entrou de vez no mundo digital com programação inteiramente on-line, que começou na sexta e termina hoje, voltada para Belo Horizonte. O público assiste aos vídeos dos chefs preparando receitas e pede a comida em casa, de petiscos a sanduíches, pratos e sobremesas. A experiência inédita pode ser replicada em outras cidades, como Tiradentes, que vai receber o festival no fim de agosto.

A crise não é problema, é oportunidade. A frase virou o lema do diretor do Fartura, Rodrigo Ferraz, neste momento. Há algum tempo, ele e a equipe vinham tentando levar os festivais para o mundo digital, mas ainda era um projeto (apenas 10% dele estava estruturado). A pandemia funcionou com um fator de motivação e acabou por acelerar os planos. “Podia ficar remoendo o problema e conviver com ele ou olhar para a frente e criar soluções criativas”, pontua.

Como levar a comida para o público? O Fartura integrou a programação on-line a uma plataforma de delivery, mas não é simplesmente entrar no aplicativo e fazer o pedido. “Montamos um estúdio com todas as regras da Organização Mundial da Saúde (OMS) e filmamos todos os chefs fazendo os pratos – isso nem no próprio evento o público teria a chance de ver. Então, a pessoa pode observar o preparo do prato que vai comer”, explica. Do vídeo, o internauta é direcionado para o delivery.

No Fartura, o público tem a oportunidade de experimentar pratos de chefs de fora, mas na versão on-line, em razão da logística de entrega, todos são de BH. A escolha, como conta Rodrigo, se deu de forma coletiva. “Escutamos a prefeitura para envolver todas as regiões da cidade, escutamos a Abrasel e procuramos incluir restaurantes que nunca foram contemplados e levamos em conta o nosso conhecimento de BH para dar esta diversidade.”

Os pratos estão disponíveis hoje para pedidos no almoço e no jantar. Ao todo, são mais de 35 opções, com valores de R$ 20 a R$ 40. A Taberna Baltazar serve seus tradicionais bolinhos de bacalhau e o A Favorita apresenta o músculo braseado com polenta frita. Tem também o sanduíche de falafel do Vegans 2Go, o risoto de leitão com ora-pro-nóbis, castanha-do- pará e redução de aceto balsâmico da Cantina Piacenza e o sorvete de queijo com calda de goiabada da Alento.

No site, o público ainda pode acessar a mercearia virtual, que reúne pequenos produtores de todas as regiões do estado. “A pessoa já pode clicar no site do produtor e fazer seu pedido. Além disso, se clicar na cidade dele, é direcionado para a Secretaria de Turismo e descobre tudo que o lugar oferece”, explica Rodrigo. Entre mais de 30 marcas, destaque para La Pimentaria (Ouro Preto), Charcuteria Sagrada Família (Montes Claros), vinhos Estrada Real (Três Corações) e mel Coopemapi (Bocaiúva).
Flávia Baltazar, da Taberna Baltazar, incluiu no delivery a porção de bolinhos de bacalhau
Flávia Baltazar, da Taberna Baltazar, incluiu no delivery a porção de bolinhos de bacalhau

AO VIVO Seguindo a missão de levar conhecimento ao público, o festival convidou chefs de outros estados para preparar receitas ao vivo. “São lives dos chefs com influenciadores para unir técnica e entretenimento.” Helena Rizzo ensina arroz de lula, às 12h; Lucas Corazza prepara pipoca caramelizada, às 15h; e Nathalie Passos faz brownie de amêndoas, às 18h. A programação ainda inclui vídeos com dicas de chefs para quem quer se aperfeiçoar na cozinha e cursos gratuitos de capacitação com o Senac.

A edição de BH é considerada um teste do novo formato, que pode ser replicado em outras cidades, incluindo Tiradentes, em agosto. “Vamos entregar todos os eventos programados para este ano, de um jeito ou de outro. Isso vai depender de questões que não estão ao nosso alcance, desde o tempo em que a pandemia vai durar e até que ponto a sociedade vai querer consumir o digital”, pondera.


    Serviço
    Acesse o site www.farturabrasil.com.br para    
    acompanhar a programação

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