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Estado de Minas AUDIOVISUAL

Mulheres protagonizam a série 'Blindspotting', nova aposta da Starzplay

Jasmine Cephas Jones e Helen Hunt se destacam na atração baseada no filme de 2018, que tinha enredo masculino e era estrelado por Daveed Diggs e Rafael Casal


11/06/2021 04:00 - atualizado 11/06/2021 07:43

Jasmine Cephas Jones interpreta Ashley, a personagem sem destaque no filme que virou protagonista da série do Starzplay(foto: STARZPLAY/DIVULGAÇÃO)
Jasmine Cephas Jones interpreta Ashley, a personagem sem destaque no filme que virou protagonista da série do Starzplay (foto: STARZPLAY/DIVULGAÇÃO)

Daveed Diggs, de 39 anos, e Rafael Casal, de 35, são atores, músicos, poetas e escritores, amigos desde o colégio em Oakland, Califórnia. Eram quase desconhecidos quando, em 2018, lançaram o filme “Blindspotting”, projeto escrito e protagonizado por ambos que levou uma década para vir a cabo. Dirigida por Carlos López Estrada, a comédia dramática acompanha os parceiros Collin (Diggs) e Miles (Casal), um negro e outro branco, na cidade onde sempre viveram. Foi super bem recebida no circuito independente.

Era um mundo de homens, que vem abaixo em sua versão para TV. “Blindspotting”, série em oito episódios, estreia neste domingo (13/06), na Starzplay. Mas agora elas darão as cartas. Personagem menor no filme, Ashley (Jasmine Cephas Jones), namorada de Miles e mãe de seu único filho, Sean (Atticus Woodward), é a protagonista da história. Que tem uma coadjuvante de luxo: Helen Hunt está no elenco como Rainey, a mãe de Miles.

CLICHÊ

“Quando a (produtora) Lionsgate nos propôs a série, três anos atrás, dissemos não na hora. Pegar um filme e transformá-lo em série é um grande clichê. Daveed e eu até brincamos com isso. Mas daí pensamos se não haveria outra maneira. E se não fosse sobre nós, mas sobre Ashley, com dança e música? Seria um sonho. Propusemos e eles deram OK”, diz Rafael Casal.

Ele e Daveed Diggs continuam no comando da produção, atuando como criadores e também com papéis menores. O primeiro acontecimento da série, cuja narrativa se passa seis meses após a do filme, é a prisão de Miles. Na véspera do ano-novo, ele é detido por tráfico. Sem muita perspectiva, Ashley pega Sean e vai morar com Rainey, sua sogra nada convencional. De quebra, tem de lidar com a cunhada Trish (Jaylen Barron), também imprudente e cheia de delírios.

A série traz números de dança e música (Jasmine e Diggs participaram do musical “Hamilton”), além de outros elementos. Há vários momentos de quebra da quarta parede. Olhando para a câmera, Ashley faz rimas, tornando o público cúmplice das questões que a afligem.

“Foi muito desafiador. Não sou rapper, não sei rimar, mas descobrimos durante as gravações que tais momentos são muito vivos. Nesta hora em que ela não traz a influência de outro personagem, você vê aonde Ashley quer chegar”, diz Jasmine Cephas Jones.

A atriz comenta que a participação feminina vai muito além da protagonista. “Você tem outras personagens fortes, como também mulheres dirigindo os episódios, produzindo e escrevendo.” Helen Hunt chegou à série de maneira bem inusitada. Casal se lembra de um dia ter visto o tuíte da atriz sobre o filme “Blindspotting” no mesmo momento em que ele assistia, em casa, ao longa “Twister” (1996), estrelado por ela.

“Achei uma feliz coincidência, agradeci a ela a menção e sugeri de nos encontrarmos. Fomos a um pequeno cinema em Santa Mônica, com não mais do que seis pessoas na sala. Depois, fomos almoçar e falamos de roteiros. Ficamos amigos rapidamente”, lembra Casal.

Ele já tinha um papel para Helen Hunt na cabeça, mas ficou receoso de propô-lo à atriz. “Era uma série de dois caras que nunca tinham feito TV”, explica. Até que, com muito jeito, falou de Rainey. Hunt pediu para ler o roteiro, depois mandou várias observações e deu seu OK para o projeto. “Quisemos ser melhores porque estávamos contracenando com Helen Hunt”, diz ele.

OAKLAND

Assim como o filme, “Blindspotting” foi totalmente rodada em Oakland. “Representar uma cidade em um filme é impossível. Foi bom porque com a série tivemos mais tempo para explorar a dança, a música, o jeito que as pessoas falam”, comenta Casal.

“Sou do Brooklyn, e Oakland me lembra de lá. As pessoas têm muito orgulho da cidade e há quase que uma certa musicalidade no sotaque. Acho que dá para sentir essa diversidade na série”, acrescenta Jasmine.

A série foi rodada entre novembro de 2020 e março de 2021. O pior momento possível, diz Casal. “Foi um pesadelo. Se alguém espirrava, todo mundo tinha de sair do lugar da gravação. Cenas de carros eram só com as portas abertas. E também máscaras, testes, com os hospitais na máxima capacidade. Foi insano. Por outro lado, mostrou o quanto queríamos contar essa história”, finaliza ele.

“BLINDSPOTTING”
• Série em oito episódios. Estreia neste domingo (13/06), na Starzplay. Será exibido um novo capítulo por domingo


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