Com o objetivo de garimpar artistas e produzir projetos de várias regiões do Brasil, o recém-criado selo Umbilical, comandado pelos músicos Cleanto Neto e Magí Batalla, está focado no jazz e na música instrumental brasileira.
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A proposta é ser uma gravadora que atue de forma completa. “Percebemos a dificuldade do artista de produzir sozinho o seu trabalho. Desenvolvemos o projeto em todas as fases, com custo acessível. Isso contribui para que ele possa se dedicar ao estudo de seu instrumento, ao repertório, enfim, à própria música”, diz Cleanto.
Hoje em dia, basta ter uma placa de som para a gravação, mas o processo é muito mais complexo, alerta o dono do Umbilical. “Propomos aqui aquela produção feita com carinho e cuidado, pensando em um conceito, na sonoridade. Gravar é muito caro, ainda mais complicado ainda para o músico de jazz e aquele dedicado ao instrumental. A realidade de cachês e eventos deles não permite bancar um álbum de qualidade”, diz Cleanto.
Por enquanto, o selo Umbilical vai priorizar o disco digital. “Mas não descartamos o físico, nem CD e nem vinil. Quem sabe mais para a frente? Na verdade, não esperávamos que a resposta fosse tão boa”, afirma Cleanto.
O pianista, compositor e arranjador paulista Vitor Arantes, de 24 anos, afirma que está feliz com o convite da Umbilical para lançar seu disco de estreia. “Sou amigo do Cleanto há algum tempo e até já tocamos juntos. Achei massa, porque é uma ideia diferente que eles propõem, e também por eles serem músicos, o que torna as coisas mais fáceis”, diz.
Vitor considera importante para o músico contar com o suporte oferecido pelo Umbilical. “Principalmente no sentido de cuidar do pré e do pós. Eles são ramo, sabem das dificuldades, do que os músicos precisam e de como funciona o mercado. O disco, em si, é só uma parte. Esse pós é até mais complicado”, garante.