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Estado de Minas ARTES CÊNICAS

Jefferson da Fonseca assume direção-executiva da Funarte

Ator mineiro defende "união", promete ouvir a classe artística e diz que vai trabalhar pela "ressignificação" das políticas públicas do setor cultural. "É um momento difícil", admite


25/08/2020 04:00 - atualizado 24/08/2020 23:12

Jefferson da Fonseca fez várias peças em BH, foi diretor da Fundação Municipal de Cultura e curador do FIT (foto: Na era da tela/divulgação)
Jefferson da Fonseca fez várias peças em BH, foi diretor da Fundação Municipal de Cultura e curador do FIT (foto: Na era da tela/divulgação)
O ator mineiro Jefferson da Fonseca é o novo diretor-executivo da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A nomeação foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. Ele recebeu o convite do presidente da fundação, Luciano Querido. O órgão é ligado à Secretaria Especial da Cultura, comandada pelo ator Mário Frias.

Jefferson da Fonseca, que estava morando em Portugal, elogiou o corpo de servidores da Funarte, dizendo acreditar em “união e acolhimento”.

“O que me tira de Portugal neste momento é a escuta e o espaço que tenho encontrado para ajudar na construção e na ressignificação de um modelo voltado para as políticas públicas, para os artistas e para a população”, afirma.

CONVITE De acordo com ele, o convite do presidente da Funarte “foi totalmente voltado para a questão do trabalho técnico, de muita atenção e escuta”.

O ator informou que ainda toma conhecimento dos processos que envolvem a Funarte. Reconhece que enfrentará um cenário turbulento, tanto em função da crise gerada pela pandemia quanto pelos atritos entre a classe artística e o governo Jair Bolsonaro.

“Antes de tudo, é um momento de fragilidade e vulnerabilidade em todos os aspectos, em função da pandemia. Então, é tempo e espaço de escuta e união, além de muito trabalho coletivo. Acho que é hora de valorização de questões tão caras, de a cultura ser um grande encontro de conhecimentos e de fortalecimento das ideias, do pensamento. É um tempo de estar junto”, observa.

“São tempos muito turbulentos, e isso não é de agora. Então, precisamos sentar e ouvir. Tenho obtido essa escuta no governo. Essa nomeação é desdobramento de eu me sentir escutado pelo presidente da Funarte”, afirma Fonseca.

O ator, que morava na capital mineira antes de se mudar para a Europa, ocupou cargos públicos no estado. Em 2015, foi diretor de artes cênicas e música da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Em 2013, assumiu a curadoria do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH). Fundou a Casa do Ator Estúdio de Treinamento e Arte. Jornalista, trabalhou no Estado de Minas como diagramador e repórter.

“Na Prefeitura de Belo Horizonte, encontrei servidores muito apaixonados pelo trabalho, pela entrega, pelo que a cultura representa. Não tem sido diferente nas conversas com servidores da Funarte. Na cultura, não se consegue fazer nada sozinho. Historicamente, a arte não tolera desaforos. Ela tem essa capacidade incrível de se reinventar em todo e qualquer tempo. Não seria diferente agora”, defende.

“É um momento difícil, o poder público tem suas especificidades, mas é um encontro de muitas forças e a cultura se mobiliza com uma articulação natural, como bem essencial que se sobrepõe aos interesses particulares”, argumenta Jefferson da  Fonseca.

Formado em artes cênicas pela Fundação Clóvis Salgado e em roteiro, direção e produção para TV e cinema pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Jefferson da Fonseca atuou e dirigiu dezenas de peças de teatro em BH – entre elas, Vincent, Vestido de noiva e O beijo no asfalto.

Na TV, ele trabalhou na minissérie JK e nas novelas Sete vidas, Novo mundo, Os dias eram assim e Orgulho & paixão, produções da TV Globo.


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