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Estado de Minas

Por que Vastidão da noite ganhou o boca a boca nesta pandemia?

Filme de ficção científica tem um quê de nostalgia, diálogos rápidos e, claro, extraterrestres


postado em 25/06/2020 04:00

(foto: Amazon Prime Video/Divulgação )
(foto: Amazon Prime Video/Divulgação )

Chegada há pouco ao catálogo da Amazon Prime Video, a ficção científica
A vastidão da noite (foto) ganhou o boca a boca nesta pandemia. É um filme de baixo orçamento para os padrões (custou US$ 1 milhão), de diretor estreante (Andrew Patterson, que fez carreira na publicidade) e elenco desconhecido que presta homenagem a nomes como Steven Spielberg, J. J. Abrams e M. Night Shyamalan. A trama acompanha uma noite em cidade do Novo México, no fim dos anos 1950 – época do início da corrida espacial, em que a ficção científica dominou a TV e o cinema. Dois jovens, a telefonista Fay (Sierra McCormick) e o radialista Everett (Jake Horowitz), percebem interferência de rádio misteriosa que parece ruídos de óvni. Enquanto a cidade comparece a uma partida de basquete no ginásio, a dupla vai investigar o caso. Produção com um quê de nostalgia, A vastidão da noite faz uma brincadeira com o programa Twilight zone. Com diálogos rápidos, mostra os dois protagonistas conversando durante uma caminhada em busca de respostas – Everett é mais cético, enquanto Fay acredita de cara na presença extraterrestre.


(foto: Sesc digital/divulgação)
(foto: Sesc digital/divulgação)

PATERSON E VIOLÊNCIA E PAIXÃO

Outras boas opções de longas para assistir on-line estão na programação 
da série Cinema #EmCasaComSesc. A partir desta quinta (25), a plataforma Sesc Digital disponibiliza um clássico dos anos 1970 de Luchino Visconti, Violência e paixão, além do poético Paterson (foto)  e duas produções brasileiras, o documentário Vou rifar meu coração e a ficção infantil Corda bamba – História de uma menina equilibrista. Violência e paixão conta a história de um professor americano (Burt Lancaster), que vive sozinho em uma luxuosa casa até ser incomodado por uma marquesa vulgar (Silvana Mangano), que insiste em alugar o andar de cima e joga por terra a paz que o professor tanto apreciava.

***

Já o sensível Paterson, do norte-americano Jim Jarmusch, penúltimo filme do cineasta indicado à Palma de Ouro em Cannes, mostra um pacato motorista da pequena cidade de Paterson, interpretado por Adam Driver, que, além de dirigir o ônibus local, é poeta. Vou rifar meu coração, de Ana Rieper, aborda o imaginário erótico e afetivo brasileiro a partir dos principais nomes da música popular romântica – Odair José, Agnaldo Timóteo, Waldick Soriano, Amado Batista e Wando, entre outros. Já a ficção infantil Corda bamba, de Eduardo Goldenstein, fala sobre Maria, menina de 10 anos que foi criada no circo. 
A programação completa e gratuita pode ser conferida em sescsp.org.br/cinemaemcasa.

PHILIP ROTH

Em junho de 2014, François Busnel esteve na casa de Philip Roth, em Connecticut, para gravar uma entrevista. O que ele não sabia é que aquele seria o último depoimento filmado do recluso escritor americano, que faleceu em 2018. O material virou matéria-prima do documentário Encontro com Philip Roth – Biografia de uma obra. Roth é conhecido por uma literatura que explora desejos sexuais e demais questões íntimas comuns aos seres humanos, mas por vezes transformadas em tabu. Tornou-se famoso em 1969 com o livro O complexo de Portnoy. No documentário, Roth fala de suas inquietações com a escrita e de seu processo criativo ao longo de tantos anos de experiência como escritor. A exibição é na faixa Quinta do pensamento, às 23h, no Curta!.



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