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14 Bis faz show e lança songbook neste sábado (14) em BH

Banda completa 40 anos de carreira e se caracteriza pela sofisticação harmônica, segundo o músico Adriano Campagnani, que fez a transcrição para o songbook


postado em 14/12/2019 04:00

O 14 Bis tem como característica a riqueza e a sofisticação harmônica, segundo o músico Adriano Campagnani, que fez a transcrição para o songbook (foto: Sylvio Coutinho/Divulgação)
O 14 Bis tem como característica a riqueza e a sofisticação harmônica, segundo o músico Adriano Campagnani, que fez a transcrição para o songbook (foto: Sylvio Coutinho/Divulgação)

Comemorando 40 anos de carreira, o 14 Bis faz show neste sábado (14), no Cine Theatro Brasil Vallourec, e aproveita para lançar songbook com suas canções e o CD/DVD de seu projeto acústico. O livro traz 47 músicas – a transcrição ficou a cargo do contrabaixista e compositor mineiro Adriano Campagnani. O projeto é da Neutral Editora, do baixista e produtor Barral Lima.

Com harmonias sofisticadas, fugindo dos dois ou três acordes do velho rock and roll, Campagnani levou 10 meses para concluir a missão. “Valeu a pena”, diz ele. “Foi muito trabalhoso, mas, ao mesmo tempo, prazeroso, pois tive de tirar as músicas de ouvido e escrevê-las na partitura. Na verdade, deu muito trabalho porque as harmonias do 14 Bis são muito sofisticadas, algumas têm mais de 50 acordes. Isso, fora escrever as partituras, cifras em cima das letras e o diagrama do violão, acorde por acorde, com aquela bolinha em cima da corda.”

Campagnani conta que fez um trabalho um pouco diferenciado no livro, pois escreveu os solos de guitarra, as introduções de teclado e até frases clássicas do baixo. “Por isso demorei tantos meses. O próprio Barral falou para mim: 'Dos songbooks que fizemos, esse é o mais completo, porque você escreveu coisas que não tem nos outros. Os outros têm somente a melodia e a harmonia'.”

De acordo com ele, há solos de guitarra sofisticados no songbook. “As músicas pós-Terço do 14 Bis são progressivas, com muitos acordes e compassos compostos. Pedras rolantes, por exemplo, é muito difícil de executar. Dá para ver que eles criavam e tocavam muito naquela época. Aliás, continuam fazendo isso até hoje. Os caras são feras”, diz.

Cláudio Venturini elogia o trabalho de Campagnani. “Para quem gosta do 14 Bis e quer tirar as nossas músicas, ficou muito mais fácil com o livro. Até já tínhamos um songbook editado pela Irmãos Vitalle e revisado por nós. Desta vez, não nos envolvemos, deixamos por conta do Campagnani, que me disse: 'Cara, nunca ouvi tanto 14 Bis na minha vida, sei nota por nota'.”

O músico diz que o14 Bis é um dos maiores vendedores de songbooks, de acordo com a editora Irmãos Vitalle. “Muitas pessoas dizem: 'Esse negócio não vende tanto assim, porque o público não sabe ler partitura ou cifra, é muito específico'. Mas não é assim, pois levamos o nosso outro livro aos shows e vendemos bastante. Com esse novo, que está ainda mais legal, venderemos muito mais.”

MISTURA 

Venturini lembra que o 14 Bis nasceu da mistura de rock progressivo e rock pesado. “Com a história do Clube da Esquina, a banda meio que liquidificou essas vertentes. Sou muito roqueiro, mas ouvi muito progressivo e O Terço foi uma grande influência para mim, principalmente quando meu irmão Flávio tocava nele. Era uma banda brasileira que fazia o que o Yes, o Pink Floyd e o Gênesis faziam.”

O produtor Barral Lima lançou os songbooks de Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini, Milton Nascimento, Pato Fu e Jota Quest. “Agora chegou a vez do 14 Bis, que está comemorando 40 anos do primeiro álbum. Toquei essas canções a vida inteira. Esse trabalho deve ficar na história, porque é memória da nossa música, das bandas de Minas Gerais”.

Barral destaca a harmonia das melodias do 14 Bis. “Para se ter uma ideia, Espelho d'água tem 52 acordes. A maioria do rock feito por outras bandas é criada com três ou quatro acordes. O 14 Bis mistura rock progressivo com jazz e MPB, com músicas simples, letras legais e harmonias sofisticadas. São únicos, tanto na parte harmônica das músicas quanto na parte harmônica das vozes. Criaram um estilo próprio.”

Esta noite, subirão ao palco Cláudio Venturini (guitarra e voz), Sérgio Magrão (baixo e voz), Vermelho (teclados e voz) e Hely Rodrigues (bateria). O tecladista Cristiano Caldas faz participação especial.

Cláudio Venturini diz que a banda vai cantar o repertório do CD acústico. “A gente se esmerou muito para fazer este show, pegando aquelas músicas dos três primeiros discos que muita gente sempre pediu para tocarmos ao vivo e a gente não tocava. Por exemplo, Vale do Pavão, Ciranda, Qualquer tempo, várias composições assim meio que lado B do 14 Bis.”

O disco contou com a participação de Cesinha das Mercês, o Cesinha d'O Terço. “Cantamos também algumas músicas que a gente gravou dele, como Queimada, Luz da escuridão. É um show grande, com 26 canções. Estamos fazendo 40 anos de estrada e cheios de planos para o ano que vem, com o lançamento de um CD de inéditas, o acústico e o songbook”, diz.

14 BIS ACÚSTICO
Neste sábado (14), às 21h. Cine Theatro Brasil Vallourec. Praça Sete, Centro, (31) 3201-5211. R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia).



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