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She-Ra vai à luta com o apoio de suas jovens fãs

Na quarta temporada da série exibida pela Netflix, a protagonista Adora enfrenta novos desafios


postado em 15/11/2019 04:00

Netflix exibe a quarta temporada de She-Ra e as Princesas do Poder (foto: Netflix/divulgação)
Netflix exibe a quarta temporada de She-Ra e as Princesas do Poder (foto: Netflix/divulgação)


Rejeitada em sua primeira temporada, She-Ra e as Princesas do Poder é a prova de que as meninas estão com tudo. Nas estatísticas do IMDB – plataforma que reúne informações sobre música, filmes e games –, o público que rejeitou a produção de Netflix/Dream Works tem nome e rosto: homens com mais de 30 anos.

Não é estranho reconhecer que determinada audiência goste de assistir a uma produção por se sentir contemplada nela. Talvez esteja aí parte do sucesso conquistado pela protagonista Adora entre o público jovem e feminino.

Na saga original de He-Man e os defensores do Universo, a jovem heroína foi tratada como coadjuvante, ofuscada pelo príncipe Adam. Sua exibição, a partir de 1983, fazia parte dos planos da Mattel de promover uma linha de bonecos. Com trama repleta de roupas coladas no corpo, Adora surgia como a gêmea de Adam. Tinha alguns poderes. Porém, depois do primeiro episódio, perdeu espaço para as transformações de Adam/He-Man e sua luta com Hordak.

Essa repetição de homens recém-saídos da academia e mulheres à la top model de passarela incomodou a show runner Noelle Stevenson. Desde a estreia da primeira temporada de She-Ra e as Princesas do Poder, em 2018, a cartunista vem batendo de frente com as críticas nas redes sociais, diante de argumentos de que a história ficou infantil demais. “Se não gostam, não vejam”, avisou ela.

MORTE 

Por outro lado, a série despertou nos fãs diversas contribuições. Em seu perfil no Twitter, Noelle compartilha ilustrações e releituras das personagens femininas de todas as cores e corpos. Para não dizer que o debate continua nas aparências, a quarta temporada, que estreou este mês (todas estão disponíveis na Netflix), traz a morte à espreita. Sem dar spoiler, a despedida de uma personagem, ainda na rodada anterior, cria uma reviravolta no mundo colorido de Lua Clara. É preciso lidar com o luto.

Adora, o arqueiro Bow e Glimmer, uma das líderes dos Rebeldes, enfrentam pouco mais que a luta entre o bem e o mal. Aliás, o elenco feminino se estende até a escuridão da Zona do Medo e é capaz de superar esse antagonismo mais óbvio.

Na temporada anterior, um capítulo aprofunda a história do passado de Sombria, maga que nem sempre esteve a serviço de Hordak, o grande (e único?) vilão. Já a antiga amiga de Adora, Catra, constrói seus próprios motivos em uma batalha pelo poder e controle da Zona do Medo. Ao revirar o próprio passado, ela percebe que ali está uma fonte de grande força e de certa fraqueza, algo que precisa dominar.

Durante três temporadas, Adora precisou encarar a natureza de seu poder, aquela força que oprime todo herói ou escolhido para uma missão. Tantas vezes foi desacreditada, e apoiada em todas. Agora, na quarta rodada, ela vai precisar de uma dose de generosidade para retribuir o suporte recebido.

Há também novos personagens. Entre eles está Double Trouble, lagarto com vocação para artista de teatro e habilidades de criar ilusões. (Estadão Conteúdo)

SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER
. Netflix
. Quarta temporada



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