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Estado de Minas

Patriotismo é bom e deve ser cultivado

Manter o orgulho nacional em alta é uma boa para evitar tanta trombada com governos de fora que querem dar palpites em nossa política


postado em 07/09/2019 04:00

 Desfile de 7 de Setembro na Avenida Afonso Pena já atraiu muitas pessoas, entre curiosos e patriotas(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press-7/9/17)
Desfile de 7 de Setembro na Avenida Afonso Pena já atraiu muitas pessoas, entre curiosos e patriotas (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press-7/9/17)

Uma das melhores recordações que tenho de minha infância é, sem dúvida, assistir à parada de 7 de Setembro, na Avenida Afonso Pena. A programação era incrível, para não perder. As escolas abriam o desfile, seguidas pelos grupamentos militares, Exército, Aeronáutica, Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, todas as profissões fardadas que ajudavam o país. Os dois lados da pista onde o desfile ocorria ficavam lotados, a população descia toda para aplaudir o espetáculo que era perfeito, com suas músicas, suas bandeiras, suas marchas que atendiam a formações diferenciadas. Como sou “das antigas”, assisti à vibração da população quando os pracinhas, chegados da guerra que terminara, passaram pela avenida.

Eram momentos de saudável patriotismo, de vibração e respeito pela bandeira e pelos defensores do país, que, nos últimos tempos, estão bem arrefecidos. O desfile do ano passado foi um desânimo só, creditado à segurança montada depois das facadas que o presidente Bolsonaro recebeu em Juiz de Fora. Não consigo entender o que uma coisa tem a ver com a outra, mas o que me ocorre sempre é que as crianças de hoje, a partir de uma certa classe, não querem nem saber dessas coisas. As atrações da modernidade, o olho na tela dos jogos são mais importantes. E, junto a isso, há a falta de interesse dos adultos, que preferem levar crianças a clubes, aproveitando o dia para descansar. O que é, sem dúvida, uma perda incontornável de brasilidade. Nos Estados Unidos, que tanto imitamos, os desfiles ligados à tradições do país ficam lotados – e são realizados em todos os estados.

Sou muito impressionada com a implicância que os brasileiros têm com esse tipo de cultura. Recentemente, quando se levantou a possibilidade de se cantar o Hino Nacional na entrada das escolas públicas, o clamor foi total. E só uma pergunta restou da gritaria: criança de hoje conhece o nosso hino? Pode cantá-lo de cabo a rabo? Acho que muitos adultos também não conseguem. É claro que isso não significa nada na profissão de ninguém, mas manter o orgulho nacional em alta é uma boa para evitar tanta trombada com governos de fora que querem dar palpites em nossa política. A soberania do país é importante, e o nacionalismo se apoia na brasilidade.

Os negativistas podem lembrar que, antigamente, as crianças tinha distrações mais completas, com participação direta, do que ver desfiles militares. Mas as imagens ficam. Tenho um sobrinho-neto que quis primeiro ir ao Corpo de Bombeiros conhecer o quartel, um carro de serviços, ser retratado como bombeiro. Agora cismou que quer ver um tanque de guerra. Se possível entrar em um deles para tirar foto. Não tem a menor chance, uma vez que os tanques ficam em Juiz de Fora e não aparecem por aqui para a Parada de 7 de Setembro. Mas o interesse vale, tem seu valor para a formação do que é o país.

Hoje comemoramos o 197º aniversário da Independência do Brasil de Portugal, data declarada em 1822. E as comemorações do Dia da Pátria tiveram início no século 19. Até então, o maior desfile ocorria no Rio de Janeiro, então capital do país. Depois da criação de Brasília, passou a ser realizado lá, com toda pompa e circunstância que a data merece. Aparecer na Parada de 7 de Setembro na manhã de hoje é uma demonstração de confiança no nosso país.


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