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Estado de Minas

Grupo de dança BeHoppers traz o Harlem para o palco do CCBB de BH

Conhecido por performances de lindy hop nas ruas da capital mineira, grupo estreia Avenida Lenox, seu primeiro espetáculo criado para o palco


postado em 01/08/2019 04:08

Sucesso nas ruas de BH, elenco do BeHoppers fica em cartaz até domingo, no CCBB (foto: Gilberto Goulart/divulgação )
Sucesso nas ruas de BH, elenco do BeHoppers fica em cartaz até domingo, no CCBB (foto: Gilberto Goulart/divulgação )

Há sete anos, a população de Belo Horizonte vem se deleitando com um grupo de admiradores do lindy hop – dança surgida no fim dos anos 1920 no Harlem, em Nova York – e do swing jazz. Vira e mexe, é comum encontrar bailarinos com figurinos supercharmosos dançando em eventos e, sobretudo, na rua. A maioria eles é semiprofissional, mas nem por isso são menos talentosos e entusiasmados. É o grupo BeHoppers, cujo nome se inspira nas iniciais da capital mineira.

Com 24 integrantes, pela primeira vez a companhia mineira vai apresentar um espetáculo autoral dentro de um teatro. "Quando o grupo começou, ainda não havia a cena de lindy hop em BH. Havia um ou outro professor, mas nada muito estabelecido. A gente sempre fez coreografias pequenas, mas à medida que passamos a ficar mais conhecidos e reconhecidos, passamos a cogitar montar alguma produção", conta Marina Campos, que integra a trupe há dois anos.

Há cerca de um ano e meio, Marina, Fabrício Martins e Camila Magalhães, criadores do BeHoppers, começaram a amadurecer a ideia de montar um projeto mais completo. "Foi um processo lento. A gente percebeu que tinha material coreográfico para fazer algo maior. Até pelo fato de o grupo contar com bailarinos semiprofissionais, analisamos se realmente estávamos preparados. Concordamos que este é o momento, até porque tem a ver com um processo de democratização", explica Marina, codiretora e uma das idealizadoras do espetáculo.

SALÃO 

Nesta quinta-feira (1º), Avenida Lenox estreia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na Praça da Liberdade. O nome se inspira na avenida onde ficava boa parte dos salões de dança da Big Apple, como o lendário Savoy. Estava ali um dos principais palcos das bandas de jazz e dançarinos de lindy hop de Manhattan no início do século 20.

Marina Campos diz que a ideia não é contar a história do lindy hop, ressaltando que o grupo buscou referências para criar um salão de dança no palco. "É nele que os moradores da cidade se encontram para celebrar seu amor pela dança e pela música. Tudo se transforma e todos são tratados de forma igualitária, sem distinção de cor, sexo, gênero, origem, religião. A única coisa que importa é a dança", frisa.

O espaço escolhido para a estreia de Avenida Lenox também é especial. Construído no fim da década de 1920 – mesma época do surgimento do lindy hop nos Estados Unidos –, o prédio do CCBB, de estilo neoclássico, foi projetado pelo arquiteto Luiz Signorelli, fundador da Escola de Arquitetura da então Universidade de Minas Gerais – hoje Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"A gente ficou muito feliz com o apoio de uma instituição como o CCBB. Sem contar que o projeto arquitetônico dele tem tudo a ver com a nossa proposta. É um espaço cultural importante para a cidade. É muito precioso darmos o pontapé inicial ali", conclui Marina Campos.

AVENIDA LENOX

Espetáculo de dança do grupo BeHoppers. Até domingo (4), às 20h. Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil. Praça da Liberdade, 450, Funcionários, (31) 3431-9400. R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). Ingressos à venda na bilheteria e no site Eventim.


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