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Estado de Minas

Itaú Cultural eleva em 30% sua verba de patrocínio para Minas em 2019

Instituto vai investir R$ 10,2 milhões em projetos do estado neste ano. Aporte para Inhotim subiu 50% com intenção de conter queda de visitantes


postado em 16/07/2019 04:10

O Instituto Itaú Cultural anunciou ontem que destinará R$ 10,2 milhões a projetos mineiros neste ano. O Inhotim, que exibiu a escultura Spider (Aranha), de Louise Bourgeois, em parceria com a instituição, receberá 50% a mais de verba do que em 2018, com o objetivo de reverter a queda de visitação (foto: William Gomes/Divulgação)
O Instituto Itaú Cultural anunciou ontem que destinará R$ 10,2 milhões a projetos mineiros neste ano. O Inhotim, que exibiu a escultura Spider (Aranha), de Louise Bourgeois, em parceria com a instituição, receberá 50% a mais de verba do que em 2018, com o objetivo de reverter a queda de visitação (foto: William Gomes/Divulgação)

O Instituto Itaú Cultural anunciou na manhã desta segunda (15), no Palácio das Artes, um investimento de R$ 10,2 milhões em projetos culturais de Minas Gerais. O valor é 30% superior ao investido em 2018. Desse total, R$ 8,3 milhões serão destinados pelo Banco Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

As iniciativas que serão patrocinadas com esses recursos são: os festivais Teatro em Movimento, de Fotografia e Mostra de Cinema (os dois últimos em Tiradentes), Literário de Araxá (Fliaraxá), projetos Sempre um Papo e Som nas Geraes (em Itapecerica), os grupos Corpo e Galpão, o Instituto Inhotim, os museus da Liturgia e de Sant'Anna, em Tiradentes, e do Oratório, em Ouro Preto, e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Além disso, o Itaú Cultural vai investir, com recursos próprios (sem leis de incentivo), R$ 630 mil em instituições parceiras. Uma delas é a Fundação Clóvis Salgado, que atualmente exibe a mostra Narrativas em processo: livros de artista na Coleção Itaú Cultural. Em dezembro, o Galpão vai fechar a temporada teatral do instituto em São Paulo com os espetáculos Nós e Outros.

O restante do valor, R$ 1,3 milhão, será de apoio aos nove projetos contemplados no programa Rumos. Entre eles estão a organização e digitalização do acervo do músico, pesquisador e colecionador Djalma Corrêa e o projeto Te'e – Descendentes, do artista Paulo Nazareth.

“Sempre estivemos muito presentes (em Minas), tanto que há projetos que patrocinamos há 10, 12 anos. Mas colocamos agora uma energia adicional, pois, no tempo em que as estatais se encolhem, acabamos tendo uma maior demanda (de pedidos de patrocínio)”, afirmou o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron.

Ele citou como exemplo um aumento de 50% do valor destinado ao Inhotim. “Nosso foco é  poder dar luz a Brumadinho. Percebemos (depois do rompimento da barragem) que os números da visitação caíram violentamente. Dessa maneira, com uma série de ações, queremos mostrar como Brumadinho está viva e que Inhotim é o eixo desta alma viva.”

LEGADO Outros aportes emergenciais foram para os museus de Sant'Anna e do Oratório, que chegaram a ser fechados em maio, por falta de recursos – a instituição de Tiradentes reabriu em junho e a de Ouro Preto no início deste mês. De acordo com Saron, ao Itaú Cultural interessa patrocinar projetos “perenes e que geram legado para a sociedade.” Para o diretor do Itaú Cultural, não interessa à instituição o projeto “eventual, pontual, que não tenha repercussão para a sociedade. Além da potência artística, o projeto tem que ter governança, ser transparente, que faça bem seu dever de casa do ponto de vista da gestão.”

Durante o lançamento, que reuniu boa parte do setor cultural de Minas Gerais, o secretário de Estado de Turismo e Cultura, Marcelo Matte, afirmou que o Itaú é atualmente o maior patrocinador privado da cultura mineira. “Paira no país uma visão equivocada sobre a cultura. Precisamos da iniciativa privada, e o estado se compromete a dar o maior retorno no país de prestígio para a marca.”

Saron antecipou algumas ações que serão realizadas com instituições parceiras do Itaú Cultural. Depois de levar para Inhotim a escultura Spider (Aranha), de Louise Bourgeois, que foi exposta de dezembro a abril no instituto de Brumadinho, ele afirmou que a obra retornará para Minas. Em itinerância – atualmente está em Porto Alegre e depois seguirá para o Rio de Janeiro e Fortaleza – a Aranha virá para o Palácio das Artes em 2021.

“Estaremos mais presentes na nossa relação com o Palácio das Artes através de novas exposições (pelo menos duas com o acervo do Itaú Cultural devem ser realizadas no próximo ano) e um curso de formação de gestores. Há uma efeméride importante (os 50 anos da Fundação Clóvis Salgado, em 2020). Que instituição de cultura no país faz 50 anos? Acredito ainda que o fato de o Itaú estar em um projeto legitima (o mesmo) para tentar conquistar outros patrocinadores”, afirmou. (MP)


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