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'Amor à segunda vista' é homenagem romântica a 'Feitiço do tempo'

Em longa francês que estreia nesta quinta-feira (11), escritor acorda um dia numa realidade paralela em que não está mais casado com a mulher por quem se apaixonou na escola


postado em 11/07/2019 04:07

O longa francês de Hugo Gélin, que estreia hoje, faz referência declarada a Feitiço do tempo, sucesso dos anos 1990(foto: BONFILM/DIVULGAÇÃO)
O longa francês de Hugo Gélin, que estreia hoje, faz referência declarada a Feitiço do tempo, sucesso dos anos 1990 (foto: BONFILM/DIVULGAÇÃO)

 
Em Feitiço do tempo (1993), Bill Murray é Phil Connors, um repórter que fica preso em uma armadilha que o faz reviver o mesmo dia incontáveis vezes. A comédia dramática é a referência imediata de Amor à segunda vista, longa-metragem francês de Hugo Gélin (Uma família de dois, 2016), que estreia nesta quinta-feira (11), nos cines Belas Artes e Ponteio, em Belo Horizonte.

Não por acaso, seu protagonista se chama Raphaël Ramisse (papel de François Civil), nome que homenageia Harold Ramis, diretor de Feitiço do tempo. A comédia romântica tem início com o personagem de Raphaël na juventude, ainda na escola, onde conhece Olivia Marigny (Joséphine Japy). Ele sonha em ser um escritor de sucesso; ela, uma pianista. Os dois namoram, se casam, e o clima de “felizes para sempre” acaba não durando. Raphaël se torna um autor best-seller, enquanto a carreira de Olivia não decola.

Um dia, Raphaël acorda em uma realidade paralela. Descobre que é solteiro, não passa de um professor da escola na qual havia estudado e se dá conta de que Olivia, há muito, não faz parte de sua vida. Ela, sim, é uma concertista de primeira linha e leva uma vida totalmente diferente da dele. Decidido a reconquistá-la, o personagem entra em uma aventura ao lado de seu melhor amigo, Félix (Benjamin Lavernhe).

Colorindo esta narrativa, há alusões a outras produções. “São pequenos detalhes que vêm de filmes antigos, como De volta para o futuro (1985) e até mesmo A felicidade não se compra (1946). Como a comédia romântica é um subgênero antigo, qualquer filme vem com muitas referências”, comenta Civil. Ao lado de Joséphine Japy, o ator veio ao Brasil no mês passado para participar do Festival Varilux de Cinema Francês, que apresentou, em pré-estreias, Amor à segunda vista em todo o país.

CASAIS O longa acaba trazendo dois filmes em um. A primeira parte é mais convencional, e a segunda resvala no cinema fantástico. Há ainda um terceiro momento, em que os personagens dos livros do protagonista ganham vida – todos eles interpretados pelos mesmos atores. E são, de certa forma, dois casais: o primeiro formado por Raphaël e Olivia e o segundo pelo mesmo Raphaël com seu melhor amigo, Félix. Como em qualquer filme desse gênero, Amor à segunda vista conta com um personagem secundário que serve de escada para os momentos de humor com o protagonista.

“Nós já éramos amigos há alguns anos, pois trabalhei com Benjamin na minissérie Casting(s) (2013). Então temos um nível grande de cumplicidade, sabemos o nosso timing de comédia”, comenta Civil. Em sua primeira viagem ao Brasil, o ator de 29 anos veio representando três filmes no Varilux: além de Amor à segunda vista, Civil está no elenco de Quem você pensa que sou, de Safy Nebbou (com estreia prevista no circuito comercial para 12 de setembro) e O chamado do lobo, de Abel Lanzac (que não será lançado nos cinemas brasileiros).

Civil, que participou das duas primeiras temporadas de Dix pour cent (Dez por cento; a deliciosa comédia sobre uma agência de atores de Paris, disponível na Netflix), filmou Amor à segunda vista e Quem você pensa que sou simultaneamente. No thriller psicológico de Safy Nebbou estrelado por Juliette Binoche, ele interpreta um jovem que se apaixona por uma professora de meia-idade que se faz passar por uma mulher de 24 anos nas redes sociais.

“É impressionante a maneira como a Juliette trabalha, os riscos que ela corre em cena. Trabalhei com ela há quase 10 anos, em Elles (drama de 2011 dirigido por Malgorzata Szumowska). Naquele filme, eu era o filho dela; agora, sou o amante. Esta é a mágica do cinema”, diz Civil.


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