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Estado de Minas

Tela francesa

Dezoito longas, a maior parte inédita, chegam hoje com o maior festival para promoção do cinema francês realizado no Brasil. Minas Gerais terá exibições em nove cidades


postado em 06/06/2019 04:08

A revolução em Paris será uma das atrações: organizadores trazem diretores consagrados e em ascensão, prometendo privilegiar a diversidade (foto: Bonfilm/Divulgação)
A revolução em Paris será uma das atrações: organizadores trazem diretores consagrados e em ascensão, prometendo privilegiar a diversidade (foto: Bonfilm/Divulgação)


Uma década mais tarde, o Festival Varilux de Cinema Francês segue, a exemplo dos últimos anos, como o maior evento do gênero fora da França. A partir desta quinta (6) e até o dia 19 deste mês 78 cidades brasileiras recebem a maratona de produções – nesta 10ª edição, serão exibidos 18 longas-metragens, 16 deles inéditos.

Único desse perfil com abrangência nacional, o Varilux chega neste 2019 a todas as regiões do país – somente Acre, Amapá, Rondônia e Roraima não foram incluídos. Em Minas Gerais, as sessões serão em nove cidades. Em Belo Horizonte haverá exibições diárias nos cines Belas Artes, Humberto Mauro, Pátio, além do Sesc Palladium.

“A curadoria sempre prima pela qualidade e diversidade em termos de gênero. Buscamos também misturar diretores e atores consagrados com outros mais jovens, para que o festival seja uma vitrine bem relevante”, afirma a curadora Emmanuelle Boudier, da Bonfilm, criadora e realizadora da promoção.

François Ozon, hoje um dos mais celebrados cineastas franceses, terá seu mais recente longa no festival, Graças a Deus, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. Juliette Binoche e Nicole Garcia dividem a cena no thriller psicológico Quem você pensa que sou, de Safy Nebbou. Um dos jovens atores mais incensados da produção francesa, Louis Garrel está no elenco de dois filmes – A revolução em Paris, de Pierre Schoeller e Um homem fiel, que Garrel também dirige.

Assim como em todos os anos, uma delegação de atores e diretores franceses chega ao país para promover os filmes – em São Paulo e no Rio, apenas. Um dos nove convidados é o cineasta Pierre Scholler, que dirigiu A revolução em Paris, filme que acompanha a Revolução Francesa (1789). Além de Garrel, a produção, que custou 17 milhões de euros, traz no elenco Gaspard Ulliel, Laurent Lafitte e Adèle Haenel. “É um grande espetáculo com um elenco incrível de jovens atores que mistura personagens históricos com pessoas comuns”, continua Emmanuelle, lembrando-se dos 230 anos da Revolução Francesa.

Já Graças a Deus, que traz ao Brasil o ator Swann Arlaud, é baseado na história que levou à condenação do cardeal francês Philippe Barbarin. No início deste ano, Barbarin, arcebispo de Lyon, foi condenado a seis meses de prisão por não denunciar agressões sexuais contra menores cometidas por um padre de sua diocese. No drama, três homens, que na infância sofreram abusos de um padre, se unem para tentar levar o caso à Justiça, já que o religioso ainda prega junto a crianças.

“O filme do Ozon nos interessou não só por ter ganhado Berlim, mas também por causa do assunto, o abuso, que é um tema mundial”, observa Emmanuelle. Dois outros filmes têm temática semelhante. Exibido ano passado no Festival de Cannes, Inocência roubada acompanha os traumas que uma bailarina carrega na idade adulta por ter sido vítima de abuso sexual, quando criança, praticada por um amigo da família. Os dois diretores do filme, Éric Métayer e Andréa Bescond, estarão no Brasil.

“Já Filhas do sol (de Evan Husson) fala do assunto de uma maneira diferente”, comenta a curadora. O longa acompanha mulheres curdas que, depois de terem os maridos assassinados e serem estupradas durante a guerra, formam um batalhão para lutar. A força feminina ainda estará representada na animação Asterix e o segredo da poção mágica, em que a dupla busca um novo guardião para a poção mágica da Gália.

CLÁSSICO

O Varilux sempre celebra um longa-metragem clássico. Comemorando 30 anos, Cyrano, com Gérard Depardieu no papel-título, será exibido em cópia restaurada. A escolha pelo longa dirigido por Jean-Paul Rappeneau não foi exclusivamente pela efeméride. Um dos longas inéditos do festival é Cyrano mon amour, em que o diretor e roteirista Alexis Michalik acompanha a história do dramaturgo Edmond Rostand (1868-1918). Em tom de comédia farsesca, o filme mostra como Edmond escreveu um dos mais encenados textos do teatro francês.

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA FRANCÊS
De quinta (6) a quarta (19). Em BH, as sessões ocorrem nos cines Belas Artes, Ponteio, Pátio e Humberto Mauro e no Sesc Palladium. Em Minas, o evento será promovido também em Ouro Preto, Juiz de Fora, Caxambu, Pouso Alegre, Cambuí, Poços de Caldas, Januária e Paracatu. Programação completa em variluxfrances.com/2019


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