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Estado de Minas

Com a música no DNA...

Filhos de famosos como Samuel Rosa (Skank), Wilson Sideral, PJ (Jota Quest) e JP (So Franz) seguem o caminho dos pais e mostram que o talento pode, sim, ser de família


postado em 27/05/2019 04:08 / atualizado em 28/05/2019 17:05

Banda Daparte já está na estrada há três anos. De vez em quando, Juliano Alvarenga dá uma canja com o pai, Samuel Rosa(foto: André Greco Amaral/Divulgação)
Banda Daparte já está na estrada há três anos. De vez em quando, Juliano Alvarenga dá uma canja com o pai, Samuel Rosa (foto: André Greco Amaral/Divulgação)

 


De acordo com o velho ditado, filho de peixe, peixinho é. E quem não quer contradizer a velha frase são os garotos Juliano Alvarenga, filho de Samuel Rosa (Skank), Igor Boechat, filho de Sideral, Gabriel Diniz, filho de PJ, baixista do Jota Quest, João Torres, filho de JP, baixista e vocalista da banda So Franz e Zeca Porfírio, filho de Maurinho Nastácia (Tianastácia). Assim como diversos artistas já o fizeram, eles também resolveram seguir os caminhos e influências dos pais e têm a música como profissão.


Juliano Alvarenga, de 20 anos, é guitarrista, cantor e compositor e um dos integrantes da banda Daparte, que já está fazendo sucesso nos palcos e nas plataformas digitais com várias músicas autorais. O grupo lançou, no ano passado, o álbum independente Charles. Ele define o som do Daparte como pop/rock. “Isto porque o pop/rock abrange um universo grande de estilos, assim como a nossa música”, acredita. A banda já existe há três anos e tem feito vários shows de abertura para o Skank em diversos lugares.


O músico diz que cresceu ouvindo Beatles, The Who, Stones, The Kinks e Clube da Esquina. “Sempre ouvia o Skank também por causa de meu pai e confesso que também tive influência da banda e dele, é claro. Mas lembro-me que comecei a aprender a tocar guitarra um pouco mais tarde, somente aos 9 anos. Foi tudo muito natural, pois antes não tinha pensado nisto, mas, alguns anos depois, vi que era o caminho que mais me atraía”, revela Juliano, que reconhece o apoio do pai.
Ele conta que já fez aulas com os guitarristas Docca Rolim, Celso Moreira e hoje tem como professor o multi-instrumentista Beto Lopes. “Continuo compondo e a banda já está com várias músicas prontas e o CD nas plataformas digitais. Mas a nossa ideia agora é lançar um single a cada três meses, assim vamos ampliando a nossa fanpage”, adianta Juliano. Antes, já havíamos lançado um single com a música Nesse tempo, que tem música e letras minhas.”


Além de Juliano, a bana Daparte conta com João Ferreira (voz e guitarra), Bernardo Cipriano (voz e teclado), Túlio Lima (voz e baixo) e Daniel Crase (bateria).

SEM BLOQUEIO Outro caso que segue a mesma linha é o de Igor Boechat, de 16, filho do cantor, compositor e guitarrista Wilson Sideral e sobrinho de Rogério Flausino (Jota Quest). Ele lembra que se encantou pela música logo cedo, ouvindo o pai e o tio. “Sempre fui apaixonado por música, principalmente pelo rock e pop. Gosto de Led Zeppelin, Beatles, Guns n’ Roses, Sideral, Jota Quest, Cazuza, Legião Urbana e também das canções do Clube da Esquina e da boa MPB.”
“Na verdade, gosto de muita coisa, mas confesso que resolvi aprender a tocar violão e guitarra somente há dois anos, pois antes não havia sequer pensado nisso, Mas, de uma hora para outra, resolvi me enveredar também pela música. Mas continuo estudando e depois verei em que quero me formar”, diz. Igor conta que, no início, era muito cobrado pelos amigos para ser um guitarrista. “Parece que aquilo me deu um certo bloqueio”.


“O interessante é que meu pai sempre respeitou o meu pensamento e nunca exerceu qualquer pressão sobre o assunto. Acredito que era uma questão de tempo mesmo. Quando completei 14 anos, decidi por mim mesmo: ‘Vou aprender a tocar violão e guitarra’. A partir daí, também comecei a compor. Hoje, tenho várias músicas autorais prontas e alguns versos soltos que se transformarão em canções a qualquer momento”, revela Igor.


Até há pouco tempo ele integrava a banda Newt. “Por enquanto, estou vendo o que fazer. Caso apareça alguma oportunidade de tocar com alguém, estou pronto para começar”, avisa Igor.

NOVOS DESAFIOS Gabriel, de 13, é baixista e João, de 11, baterista. Ambos fazem parte da banda Dangers, que se apresentou no domingo (19), no Festival Internacional de Cerveja e Cultura (FICC), no Mineirão. “Acredito que tenha sido o nosso último show interpretando covers, pois a nossa ideia agora é compor e gravar as nossas composições. Já estou compondo uma música e os outros integrantes da banda também estão se empenhando nisso. Até o fim do ano devemos estar com umas 10 ou 15 músicas prontas e, a partir daí, entraremos em estúdio para gravar um CD”, revela Gabriel.
“Na nossa apresentação, no FICC, tocamos canções dos Beatles, Red Hot Chili Peppers, AC DC, Bon Jovi, Barão Vermelho e Nirvana, entre outros. Foi um show muito legal e o público gostou muito da nossa apresentação”, orgulha-se Gabriel, que, desde os 3 e 4 anos já brincava com os baixos do pai. Completam o Dangers, os garotos Pedro Ivo (teclados) e Gabriel Veloso (guitarra).


Assim como o pai, que é fã de Flea, contrabaixista do Red Hot Chilly Peppers, Gabriel também confessa a sua admiração pelo músico norte-americano. “Gosto de rock, pop, música eletrônica e do funk americano. No contrabaixo meu pai exerceu toda a sua influência na minha carreira musical, é claro. Mas, talvez, se ele não fosse baixista, não sei se seguiria a carreira de músico”, acredita. “Aprendo muito com ele”, confessa o baixista do Dangers. “Desde pequeno escuto músicas com meu pai e sempre que posso, assisto a seus shows, afinal ele é um dos maiores baixistas brasileiros”, orgulha-se Gabriel.
João Torres é o baterista da banda. “Comecei a aprender a tocar bateria cedo, acho que com uns 2 anos. A música entrou nas minhas veias por influência de meu avô, meus pais e tios”, acredita. Ele conta que sua família é cheia de músicos. “Meu avô Francisco tocava violão e guitarra, tocou em bandas, minha mãe toca violão e canta, meu pai é baixista e cantor na banda SoFranz, junto com meus tios Helton (bateria) e Cristiano (guitarra). Acredito que tinha de seguir na música também, não vejo outro jeito”, brinca João, que também toca violão, mas garante que é só por brincadeira. “Meu negócio é bateria mesmo. Tenho uma Gretch, que foi do Paulinho, do Jota Quest, que fez toda a turnê do disco Oxigênio, com ela”, conta, orgulhoso.


Ao ver os bateristas John Bonhan (Led Zeppelin), o tio Fernando Murcego (Maurinho e os Mauditos), Keith Moon (The Who) e Neil Peart (Rush) tocando, Zeca Porfírio, de 16, filho do músico Maurinho Nastácia (Tianastácia e Maurinho e os Mauditos) se interessou imediatamente pelo instrumento. “Comecei a brincar com a bateria quando estava com 5 anos. Minha mãe conta que me deu uma para que eu não ficasse batendo nas panelas. Mais tarde, ganhei uma outra e aí resolvi aprender. Colocava uma música e ficava tocando em cima para aprender, lembra.


“Como meu pai gosta de ouvir Led, Rush e Who, a minha inspiração veio dos três bateristas destas bandas, além do meu tio, é claro. Embora não tenha tido aulas práticas, nunca tive nenhuma dificuldade para aprender o instrumento. Hoje, continuo praticando e também fazendo bits para vários cantores de rap. Faço o instrumental no computador mesmo, no qual tenho milhares de opções e vendo para os interessados”, avisa Zeca. No momento, ele não faz parte de nenhuma banda, mas diz que está aberto a conversações.

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